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Com 22 ataques, policiais à paisana vão viajar em ônibus em SC

PM acredita que duas facções criminosas estejam em guerra por ponto de drogas 

Cidades|Do R7, com Agência Brasil

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Ônibus foi queimado na manhã desta terça-feira
Ônibus foi queimado na manhã desta terça-feira

A Polícia Militar anunciou nesta terça-feira (30) que policiais à paisana vão percorrer alguns itinerários em Florianópolis e Santa Catarina na tentativa de identificar possíveis suspeitos de praticar ataques a coletivos, como nos últimos dias.

Até o início da tarde, ao menos 25 ocorrências já foram registradas, sendo 13 ataques a ônibus, cinco contra bases da polícia, quatro casas de militares, um posto de combustível e duas viaturas.


A principal linha de investigação aponta para a hipótese de que integrantes de duas facções criminosas que disputam o poder no Estado estejam agindo de forma a demonstrar força e, assim, conquistar poder. Na terça-feira (29), após se reunir com o governador em exercício, Nelson Schaefer, e com integrantes da cúpula da segurança pública estadual, o secretário estadual César Grubba mencionou a jornalistas a hipótese de que os ataques seriam uma resposta às ações policiais de repressão e combate ao tráfico de drogas, principalmente na capital.

A polícia disse que os casos ainda estão sendo investigados e não foram comprovadas ligações entre eles. 


Em Florianópolis, uma base da PM foi atacada no início da manhã desta terça-feira. Ainda não eram 6h quando dois homens passaram em uma moto e dispararam vários tiros contra a base, instalada no bairro do Campeche, que também fica no sul da ilha. Ao menos 14 tiros atingiram a unidade, mas ninguém ficou ferido.

Posto da PM é o 11º alvo de onda de ataques em Santa Catarina


Facção criminosa de Santa Catarina copia modelo do PCC

Horas antes, por volta da 0h30, quatro tiros atingiram uma viatura da PM no bairro Vila União, em Florianópolis. Uma base da PM no Jurerê, bairro nobre de Florianópolis, também foi alvo dos disparos feitos por um homem em uma motocicleta. Na tarde de segunda-feira, os tiros atingiram a base policial de outro bairro da capital, Santa Mônica. Dois suspeitos de participar da ação foram detidos horas depois, em um mangue próximo ao local.


Agentes de segurança e suas casas também são alvos da ação criminosa. Na noite de segunda-feira, um agente penitenciário aposentado de 49 anos foi assassinado a tiros em Criciúma, a cerca de 190 km de Florianópolis. As autoridades ainda apuram se a morte do ex-agente está relacionada aos ataques. Ele foi atingido pelos disparos quando fechava o portão para a filha. Os suspeitos fugiram em um carro.

Também na noite dessa segunda-feira, a casa de um policial militar em Chapecó foi atingida por tiros disparados por homens em uma moto. Ninguém ficou ferido. A casa já havia sido alvo de tiros há alguns dias, o que leva a polícia a suspeitar de que a ocorrência pode não estar associada aos recentes ataques.

Onda de ataques

Esta é a terceira vez que uma onda de ataques é registrada em Santa Catarina. Outros ataques aconteceram em 2012 e 2013, quando a PM registrou ataques a várias cidades catarinenes, a maioria contra ônibus e imóveis da segurança pública. Em maio deste ano, a Justiça condenou 80 pessoas pelos duas ondas de atentados criminosos. 

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