Depois do status de ‘super’, El Niño deve atingir o auge entre novembro e dezembro
Aumento da temperatura no Pacífico eleva a energia disponível, resultando em mais ondas, tempestades e frentes frias, explica especialista
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O El Niño teve o status elevado para “super”. O índice que mede a força do fenômeno confirma que ele atingiu 2°C acima da média. O meteorologista João Hackerott explica, em entrevista ao News das 19h, que a tendência é que o El Niño ganhe ainda mais força e atinja por volta de 3°C no auge entre novembro e dezembro.
“3°C de anomalia no Pacífico não significa que a gente vai ter um planeta inteiro mais quente, mas o que acontece é que o planeta vai estar com mais energia disponível, e com mais energia disponível, a atmosfera responde; responde com ondas, responde com mais tempestades, responde com mais frentes frias, responde com eventos mais severos", diz.
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Segundo Hackerott, o começo do fenômeno tem causado muitas chuvas nas regiões Sul e Sudeste, precipitações acima da média e antecipação do período úmido no Centro-Oeste e uma seca severa na região Norte.
O meteorologista esclarece ainda que, desde a década de 50, há registros de um aquecimento linear acontecendo e as oscilações atmosféricas, como o El Niño, estão tendo ciclos cada vez mais amplificados.
“Esse aquecimento já é provado que é praticamente queima de combustível fóssil que a gente está jogando na atmosfera, aquecendo ela, e estamos aí com as consequências”, afirma.
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