“Ela era uma boa mãe. Eu nunca imaginaria”, diz amiga de mulher que matou filha bebê
A jovem de 29 anos que recebeu em casa, na noite de terça-feira (22), Gabrielle Paes da Silva, de 21 anos, acusada de matar a filha de 5 meses afogada, diz que não nunca desconfiou que a amiga seria capaz do crime bárbaro. Foi ela e a irmã que descobriram que Melanie Paes estava morta […] O post “Ela era uma boa mãe. Eu nunca imaginaria”, diz amiga de mulher que matou filha bebê apareceu primeiro em Diário Digital.
Diário Digital|Do R7
A jovem de 29 anos que recebeu em casa, na noite de terça-feira (22), Gabrielle Paes da Silva, de 21 anos, acusada de matar a filha de 5 meses afogada, diz que não nunca desconfiou que a amiga seria capaz do crime bárbaro. Foi ela e a irmã que descobriram que Melanie Paes estava morta dentro do carrinho durante um churrasco.
Em choque, a testemunha que terá a identidade preservada, relatou que conhece Gabrielle há dez anos e, inclusive, chegou a acolher a amiga na própria casa durante os primeiros meses de vida da bebê.
“Ela ficou aqui em casa um tempo, cuidava dos meus três filhos pequenos para me ajudar, vivia beijando a filha dela, era carinhosa. Parecia uma boa mãe. Eu nunca poderia imaginar uma coisa dessas. Fico tentando entender o que passou na cabeça dela”, disse a amiga da autora.
Segundo a amiga, Gabrielle apareceu na casa dela, na noite de terça-feira (22), com a bebê no carrinho. “Eu não tinha combinado nada, mas ela apareceu aqui, sorridente, normal. Eu não percebi nada. Até que minha irmã, depois de uns 40 min, estranhou a bebê estar tão quieta e foi olhar”.

Quando a irmã da dona da casa viu a bebê, percebeu que havia algo errado. “Ela segurou a neném que já estava com o corpo duro e gelado. Aí começamos a perguntar para a Gabrielle o que tinha acontecido, que horas a criança tinha mamado porque achamos que ela havia engasgado com o leite. Mas, infelizmente, não era isso”, lamenta a jovem.
Gabrielle morava sozinha com a bebê, em uma casa alugada no Bairro Vila Jacy, em Campo Grande. Na manhã de hoje (24), o local estva exatamente como ela deixou ao sair pela última vez. N varanda, o carrinho da Melanie e a bolsa com roupas, a mamadeira e o até a sandalinha ficaram do lado de fora. Na parte de dentro, mais roupas espalhadas no chão.





Em interrogatório na delegacia, a mulher disse algumas coisas desconexas com a realidade, mas em alguns momentos se mostrou fria, lúcida e preferiu ficar calada na maior parte do tempo.
Gabrielle disse que estava em casa com a criança na tarde de terça-feira, deu de mamar e estava tudo normal, quando ela decidiu que iria matar a bebê porque sabia que ela estava com o “chip da besta” na cabeça. Então, ela ligou uma bica d'água no banheiro porque na casa não tem um chuveiro e colocou a bebê embaixo d`água até que ela perdesse os sentidos.
Quando a criança já estava asfixiada, a mãe disse que tentou fazer respiração boca a boca, mas percebeu que ela não voltava. Em seguida, deitou na cama com a bebê até a noite. Depois, pegou a menina sem vida, colocou no carrinho e saiu andando na rua. Empurrou o carrinho por cerca de duas quadras, até chegar na casa da amiga. Jantou, tomou uma cervejinha, até as amigas descobrirem a morte da criança.
“Ela comeu, bebeu, dava gargalhada, ela estava normal e nós achamos que a bebê estava dormindo, mas não. Quando perguntamos o que tinha acontecido, ela só respondia: não sei, não sei. Então, corremos para o hospital”.
Gabrielle Paes foi presa em flagrante na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Leblon. Antes de ser morta, há indícios de que a pequena Melanie tenha sido abusada sexualmente. O caso é investigado DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Gabrielle Paes segue presa por homicídio e estupro de vulnerável.
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