Diário Digital Hospitais vivem constante ameaça de faltar remédio para pacientes de Covid-19

Hospitais vivem constante ameaça de faltar remédio para pacientes de Covid-19

O “Kit intubação” como ficou conhecido, compreende medicamentos de analgesia, sedação e bloqueio neuromuscular para pacientes em Terapia Intensiva  com Covid-19 está em falta em todo Brasil. Quem atua diretamente nos hospitais não esconde a apreensão com falta de estoques desses medicamentos. O Diário Digital mostra para você em vídeo e textos um panorama dos […] O post Hospitais vivem constante ameaça de faltar remédio para pacientes de Covid-19 apareceu primeiro em Diário Digital.

O “Kit intubação” como ficou conhecido, compreende medicamentos de analgesia, sedação e bloqueio neuromuscular para pacientes em Terapia Intensiva  com Covid-19 está em falta em todo Brasil. Quem atua diretamente nos hospitais não esconde a apreensão com falta de estoques desses medicamentos.

O Diário Digital mostra para você em vídeo e textos um panorama dos hospitais da rede pública e privada. Ellen Genaro, colunista especial do DD apurou que na última sexta-feira, 23 de abril, 544 pacientes estavam ocupando um leito de UTI em Mato Grosso do Sul e utilizando o kit de intubação.

O hospital da Cassems recebeu nesse sábado (24/04) a segunda importação de medicamentos comprados da Europa. O estoque foi reforçado em mais 20 mil bloqueadores neuromusculares e sedativos com valor até 50% a mais do que no mercado nacional. Eu conversei com Alessandro Depieri - Diretor administrativo do Hospital Cassems de Campo Grande que conta como tem sido a estratégia para evitar a falta.

Já o hospital da cooperativa médica de Campo Grande tem conseguido reduzir de 50 a 75% uso de medicamentos do Kit intubação de Covid com uma iniciativa.  Os equipamentos de monitoramento de centro cirúrgico passaram a ser utilizados em UTIs Covid. Os aparelhos usados em cirurgias mais complexas e demoradas o oferecem com exatidão a quantidade necessária de relaxante muscular, analgésicos e sedativos que cada paciente precisa. Com isso, é possível reduzir as doses e aumentar o tempo de duração da medicação no organismo desse paciente. Mesmo assim, o hospital também precisou importar medicamentos da Índia.

Isso nos deixa com muita angustia por conta da entrega, se vai ocorrer no prazo determinado”. Estamos muito distantes de dizer se estamos seguros, não sabemos se vem outra onda”.  As pessoas não compreendem a gravidade, a UTI da Unimed tem 30 leitos adultos, neste momento estamos com 58 leitos de UTI adultos. A ocupação chega a quase 200%, revela o diretor-presidente da Unimed Campo Grande, Maurício Simões.

No HR a medicação que chega é consumida em dois dias. O Hospital Regional – referência do atendimento de Covid-19  em Mato Grosso do Sul - tinha até sexta-feira 117 leitos de UTI ocupados, maior parte por pacientes que precisam de sedativos, bloqueadores musculares  porque estão intubados.  Desde o dia 8 de março estão acima da capacidade. Um paciente com uma pneumonia comum de UTI fica geralmente intubado por 3 dias, já um de COVID é preciso utilizar 3 x mais medicamentos e geralmente a internação leva 14 dias. Aumenta o quantitativo de medicação e de tempo de internação, no caso de Covid-19. 

Apuramos também a situação na Santa Casa de Campo Grande. Em nota enviada na última sexta-feira (23/04) o Hospital afirma que diariamente enfrenta o risco de desabastecimento.

“Estamos com diversos itens indisponíveis, pois muitos estão em falta no mercado ou com fornecimento abaixo do solicitado. A saída tem sido usar substitutos. Diariamente enfrentamos o risco de desabastecimento, temos recebido os insumos de forma fracionada e abaixo da nossa necessidade, principalmente quanto à medicamentos do Kit intubação (anestésicos, sedativos e bloqueadores neuromusculares) usados para pacientes graves COVID e NÃO-COVID. 

Medicamentos utilizados para intubação e sedação de pacientes graves oscilam nos estoques da instituição constantemente e o temos hoje supre de 1 dia até 18 dias, dependendo do produto e da dispensação. Vale ressaltar que o hospital recebeu, nesta semana, 10 tipos de medicamentos que já havíamos solicitado à Secretaria de Estado de Saúde (SES), e que serão extremamente importante para a Santa Casa de Campo Grande. Ainda há negociações do hospital com fornecedores e representantes no exterior, para que possamos fazer cotação e ordem de compra de alguns medicamentos.” (Assessoria de Imprensa – Sta Casa)

O Ministério da Saúde por meio da Secretaria Estadual de Saúde fornece medicamentos aos pacientes internados. Mas com a falta dos insumos, o próprio Governo do Estado passou a comprar os remédios com recursos do tesouro.

Em Nota a Secretaria de Estado de Saúde informou que “desde 20 de julho de 2020 até a presente data, a Secretaria realizou 24 Pautas de Distribuição do “kit intubação” aos Hospitais de Mato Grosso do Sul, sendo distribuídos 179.259 relaxantes musculares e 657.978 sedativos.  Destes 49.236 relaxantes musculares e 298.948 sedativos são compras próprias da Secretaria de Estado de Saúde.”

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