Diário Digital Tragédia anunciada: irmã diz que cunhado sempre foi violento e manipulador

Tragédia anunciada: irmã diz que cunhado sempre foi violento e manipulador

Jovem, universitária, cheia de sonhos e planos. Assim era Jackeline da Costa Melo, de 22 anos. Mas tudo mudou, depois que Edielson Santos Vidal, de 31 anos, cruzou o caminho da campo-grandense, morta pelo companheiro em Aracaju, Sergipe, nesta quinta-feira (19). Jackeline e Edielson se conheceram em 2017, pela Internet. À época, o sergipano morava […] O post Tragédia anunciada: irmã diz que cunhado sempre foi violento e manipulador apareceu primeiro em Diário Digital.

Jovem, universitária, cheia de sonhos e planos. Assim era Jackeline da Costa Melo, de 22 anos. Mas tudo mudou, depois que Edielson Santos Vidal, de 31 anos, cruzou o caminho da campo-grandense, morta pelo companheiro em Aracaju, Sergipe, nesta quinta-feira (19).

Jackeline e Edielson se conheceram em 2017, pela Internet. À época, o sergipano morava em uma cidade do interior de Mato Grosso do Sul. Logo, a amizade se transformou em cega paixão. A jovem que cursava o primeiro ano da faculdade de Direito trouxesse o namorado para a Capital.

A enfermeira Letícia Melo, de 26 anos,  é irmã mais velha de Jackeline. Foi ela quem sempre esteve ao lado da jovem, na tentativa de alerta-la sobre o relacionamento abusivo e o caráter manipulador do cunhado.

“Ele sempre foi muito controlador queria afastar ela da gente, xingava minha irmã, humilhava ela.Já teve casos dele segurar ela pelo braço, a agredir fisicamente. Mas a Jacke era apaixonada por ele, acreditava que fosse mudar, dava chances porque ele manipulava minha irmã”, contou a jovem a reportagem do Diário Digital.

Não demorou para a vida da família se transformar no verdadeiro caos. O comportamento de Edielson era cada dia mais agressivo e ameaçador.  Até que um episódio de assédio revelou outro lado obscuro do companheiro de Jackeline.

A irmã, por inúmeras vezes, presenciou as brigas e humilhações sofridas por ela. O quarto de Letícia e do casal era dividido apenas por uma porta. Durante cerca de seis meses, Jackeline morou na casa da família com Edielson. Em uma das ocasiões, ela estava operada e, na madrugada, Edielson aproveitou para invadir o quarto da irmã mais velha para assediá-la. Letícia só teve coragem de contar depois de dois meses, por medo de que ele fizesse algo com a irmã.

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Letícia Melo com a irmã Jackeline (ao centro) e outros parentes (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo a irmã da vítima, os assédios também ocorriam por mensagem de celular. Até que um dia, ela decidiu mostrar tudo para a irmã.

“Ela perdoava tudo. Estava cega porque era ingênua e ele se aproveitou disso. A Jacke era mais nova, era o primeiro namorado dela e eu tentava dar conselhos, mas ela não me ouvia”.

 Edielson conseguiu convencer a sogra a financiar um carro para que ele trabalhasse como motorista de aplicativo. O que nunca aconteceu. Com a intenção de afastar ainda mais Jackeline da família e não pagar a dívida, ele voltou para Aracaju, levando a namorada.

 Em pouco mais de um ano, Jackeline engravidou de uma menina que se chamaria Maria Alice. A irmã conta que o cunhado limitava o contato da esposa com os familiares. “Eles tinham só um celular que ficava com ele e quando minha irmã ligava, o Edielson ficava do lado porque ele tinha que ouvir todas as conversas”, segundo Letícia.

A tragédia anunciada terminou no assassinato cruel e brutal de Jackeline e da bebê de oito meses que ela carregava  no ventre.

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Vítima estava grávida de oito meses (Foto: Arquivo Pessoal)

Feminicídio - O casal alugou um imóvel na Travessa Santa Cecília, no Robalo, Zona de Expansão de Aracaju, e estava morando no local há cerca de dez dias. Vizinhos disseram à polícia que ouviram gritos durante a madrugada. Quando a equipe chegou, na manhã de quinta-feira, 19 de agosto, encontrou Jackeline morta, degolada com uma faca de mesa.  Edielson foi preso em flagrante  e disse aos militares que matou a mulher porque achava que estava sendo traído.  O socorro chegou a ser acionado, mas a bebê também já estava morta.

Além do assassinato, a polícia investiga se Edielson mantinha a jovem em cárcere privado, já que vizinhos relataram nunca ter visto ela sair de casa, apenas o companheiro.  

“Eu quero que esse monstro pague pelo o que ele fez. Ele acabou com a vida da minha irmã, antes de matar ela e a filha deles. Afastou a Jacke da família, dos estudos, deixou minha irmã isolada no Sergipe. A gente nunca espera que isso aconteça com alguém nossa família. Eu estou devastada, ela era minha melhor amiga”, finaliza a irmã mais velha da vítima.

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