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Empresária que vendeu arma usada para matar PC Farias disse que Suzana Marcolino queria "praticar tiro"

Zélia dos Santos, prima de Suzana, teria intermediado a compra; ela não compareceu ao fórum

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Mônica (foto) disse que vendeu a arma que ganhou do marido à prima de Suzana Marcolino
Mônica (foto) disse que vendeu a arma que ganhou do marido à prima de Suzana Marcolino

A empresária Mônica Aparecida Rodrigues Calheiros disse, nesta terça-feira (7), que a arma usada para matar o Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, e a namorada dele, Suzana Marcolino foi vendida por ela, pelo valor de R$ 350 para a prima da Suzana, Zélia Maria dos Santos. Ela é uma das testemunhas de defesa que falou hoje, segundo dia de julgamento dos quatro ex-policiais militares acusados da morte do casal. Os advogados deles sustentam que a namorada matou PC Farias e se suicidou.

O revólver havia sido dado à empresária pelo marido dela, Jeferson Calheiros de Medeiros, que também foi interrogado nesta terça-feira. A prima de Suzana tinha uma fazenda próxima à churrascaria de Mônica e conhecia a proprietária.


— Eu não lembro detalhes, mas Zélia era nossa cliente, frequentava a churrascaria e chegou lá e perguntou se eu tinha uma arma. Primeiro, ela disse que era para segurança da mãe dela. Depois disse que era para Suzana praticar tiro ao alvo.

Segundo Mônica, ao ir buscar o revólver, Suzana foi insistente e quis atirar. Ela levou a namorada de PC Farias aos fundos da churrascaria, onde ela pôde usar a arma.


Pivô de briga entre PC Farias e Suzana diz que ele ia terminar namoro para ficar com ela

O advogado de defesa dos réus, José Fragoso Cavalcanti, mostrou a Jeferson uma cópia de um cheque assinado por Zélia. O marido da empresária disse que aquele havia sido o documento usado para pagar a arma.


Zélia era uma das testemunhas arroladas para depor hoje, mas ela não compareceu ao fórum, em Alagoas. O juiz Maurício Brêda expediu um mandado de condução coercitiva — para que ela forçada a ir.

Márcio Lessa também foi ouvido pelos jurados. Ele estava com Augusto Farias, irmão de PC Farias, na hora em que foi dada a notícia da morte do empresário. Márcio contou que assim que souberam do crime foram até a casa, na praia de Guaxuma, em Maceió.


Lourinaldo Santos de Barros também depôs e afirmou que estava com um dos réus, Reinaldo Correia de Lima Filho, na hora em que o casal foi morto. O júri também ouviu ainda, nesta tarde, os depoimentos de Ronaldo Plácido Santiago, camareiro da casa; Irene Maria da Silva França, cozinheira; e de Josinaldo da Silva França, garçom.

Questionado pelo juiz sobre se alguma vez havia servido comida para Claudia Dantas, ele negou. Também disse ter ajudado o outro garçom, Genival da Silva França, a pedir ajuda quando o patrão não respondeu à batida na porta, na manhã em que PC Farias e a namorada foram achados mortos.

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O caso

PC Farias e Suzana Marcolino foram encontrados mortos na manhã do dia 23 de junho de 1996, na casa de praia do empresário, localizada no bairro de Guaxuma, litoral norte de Maceió. As circunstâncias do crime até hoje deixam dúvidas. Para a polícia alagoana, Suzana matou o namorado e depois cometeu suicídio. Esta é a mesma tese do advogado José Fragoso, responsável pela defesa dos quatro policiais levados a júri popular. A jornalista Ana Luíza Marcolino, irmã de Suzana, rebateu a tese de crime passional e falou em uma "força" para que o caso não seja esclarecido.

Collor

Paulo César Farias foi o tesoureiro de campanha do então candidato Fernando Collor à Presidência da República. Em novembro de 1993, PC Farias - que teve a prisão preventiva decretada por crime de sonegação fiscal -, foi preso na Tailândia, para onde fugira, e transferido para o Brasil. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos de prisão, o empresário acabaria cumprindo parte da pena no quartel do Corpo de Bombeiros de Maceió, até ganhar a liberdade condicional. O duplo assassinato ocorreria seis meses após o empresário sair da prisão.

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