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Especialistas orientam como agir em situações de incêndio com fumaça tóxica

Reações podem aparecer até dias após a inalação e vítima precisa ficar atenta

Cidades|Do R7

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Prefeitura retirou diversos moradores de casa após fumaça tomar cidade
Prefeitura retirou diversos moradores de casa após fumaça tomar cidade

Grandes acidentes como o que ocorreu em São Francisco do Sul (SC), com a queima de uma carga de nitrato de amônio armazenada em um galpão, pode colocar em risco a vida de milhares de pessoas. Além das providências tomadas pelo Corpo de Bombeiros e órgãos envolvidos, as vítimas precisam saber o que fazer quando começam a inalar fumaça. O R7 ouviu especialistas e relacionou as orientações mais importantes.

Segundo o engenheiro ambiental e especialista em poluição do ar, Magnon Vieira, é preciso sair imediatamente de perto da fumaça e tentar inalar ar puro. A fumaça tóxica é a considerada proveniente de materiais químicos, como o amônio. A de queimadas naturais, como florestas, é chamada de orgânica.


— O Corpo de Bombeiros deve isolar toda uma área atingida pela fumaça. É preciso respeitar esse limite e não tentar passar no desespero de tentar salvar algum objeto ou coisa parecida. A gravidade do incêndio será determinada pelo composto que está em chamas e a quantidade dele.

Em contato com pouca fumaça, a pessoa pode sentir irritações na pele, olhos e garganta, segundo o Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina. Esses sintomas podem ser amenizados com o afastamento da área, mas a inalação em grande quantidade pode levar à asfixia e até a morte.


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A recomendação do centro é que a vítima beba muita água e procure atendimento médico o quanto antes. A consequência de inalar uma fumaça tóxica pode aparecer muitos dias após o ocorrido, o que merece atenção da vítima e dos responsáveis, caso a vítima seja criança.


Caso ocorra contato com as chamas, a pessoa deve lavar a área com água em abundância antes de ir ao hospital. Isso evita algum tipo de contaminação.

A fumaça emitida do incêndio em São Francisco do Sul obrigou centenas de moradores da cidade a deixar suas casas. O acidente ocorreu por volta das 22h de terça-feira (24), no galpão de uma fábrica de fertilizantes, no bairro Paulas. A prefeitura decretou situação de emergência para acelerar as ações de assistência à população. Mais de 150 pessoas buscaram atendimento em unidades de saúde após terem inalado a fumaça, entre elas, dois bombeiros militares que trabalhavam para controlar o foco da reação química. Um deles, David Marcelino, de 59 anos, teve intoxicação aguda e precisou ser transferido para o hospital regional de Joinville. O estado de saúde dele é considerado "muito grave".


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A presidente Dilma Rousseff solicitou que a Polícia Federal investigue as causas do acidente. Dilma mostrou preocupação com o caso e com a extensão dos danos provocados pela explosão e sugeriu a ação da PF. A presidente ligou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e pediu a abertura da investigação. Os moradores começaram a retornar para casa na tarde de sexta-feira (27).

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