‘Falta muita fiscalização’, diz advogada sobre recorde de acidentes e mortes no trabalho
Segundo estudo, país registrou mais de 800 mil casos e 3.644 óbitos em 2025
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O Brasil atingiu um recorde histórico em acidentes e mortes no ambiente de trabalho em 2025. Segundo dados da Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, o país registrou mais de 800 mil casos e 3.644 óbitos. O resultado marca a quinta alta consecutiva desde a queda de 2020 devido à pandemia de Covid-19.
Em entrevista ao Jornal da Record News desta terça-feira (28), a advogada trabalhista Priscila Ferreira Reis Costa destaca que, apesar das leis brasileiras serem consideradas fortes para a segurança do trabalhador, há uma deficiência na fiscalização dessas normas nas empresas.

“Ainda falta muita fiscalização, falta adequação das empresas para que haja um ambiente de trabalho mais seguro, não só com a entrega dos equipamentos de proteção adequados, mas também com a fiscalização do uso e o treinamento desses funcionários”, diz.
Segundo a advogada, algumas empresas encaram investimentos em segurança apenas como custos adicionais, sem considerarem os benefícios econômicos no longo prazo associados à redução dos riscos.
Entre os setores mais afetados estão o da saúde e o de transporte rodoviário, cujos profissionais enfrentam jornadas prolongadas que ultrapassam oito horas diárias, contribuindo para altos índices de incidentes fatais. “Existem estudos dizendo que o trabalho acima da oitava hora diária gera um desgaste no trabalhador maior e acaba gerando mais acidentes”, afirma.
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Além disso, Priscila explica que cerca de um quinto dos acidentes registrados ocorre durante o trajeto entre casa e local de trabalho. No entanto, esses eventos nem sempre são reconhecidos pelas empresas ou pelo judiciário como acidente laboral devido à ausência de clareza na legislação sobre deslocamentos.
“A gente precisava de uma legislação mais definida, com limites legais de quando vai ser o acidente de trajeto, quando não vai ser, para que haja uma tutela, um cuidado do judiciário maior com esses trabalhadores”, completa.
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