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GO: Justiça marca para sexta-feira audiência de suspeito de assassinatos em série 

Processo é referente à morte de uma das 39 vítimas atribuídas a Thiago Henrique Rocha

Cidades|Do R7

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Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a chegar até Rocha
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a chegar até Rocha

A Justiça marcou para esta sexta-feira (9) a primeira audiência de instrução de uma das ações penais contra o vigilante Thiago Henrique Gomes da Rocha, suspeito de matar 39 pessoas em Goiânia. De acordo com o TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás), o processo, que corre pela 1ª Vara Criminal da capital do Estado, é relativo ao homicídio de Rosirene Gualberto da Silva, ocorrido no dia 19 de julho de 2014.

Ainda conforme informações do TJ-GO, a vítima e a irmã iam para uma danceteria e, ao estacionar o carro nas proximidades do local, Rosirene trocou os sapatos dentro do veículo. Neste momento, o suspeito parou a motocicleta ao lado da porta da motorista, determinando que ela entregasse as chaves do automóvel.


Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Rocha efetuou um único disparo no peito de Rosirene, causando a morte dela. No documento, o promotor João Teles de Moura Neto, da 17ª Promotoria de Justiça de Goiânia, enfatizou “que o indiciado ceifou a vida de Rosirene, munido de sentimento de crueldade, porquanto escolhia por mero deleite”.

O promotor classificou o ato de “sórdido, covarde e frio mulhericídio” para embasar a acusação de que o crime foi praticado por motivo torpe.


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De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Goiás, entre os documentos apresentados na denúncia estão o Termo de Qualificação e Interrogatório, em que o vigilante confessou a autoria deste e de vários outros homicídios; laudo pericial que indicou que o projétil que atingiu a vítima partiu do revólver apreendido na residência dele; e o Termo de Reconhecimento Fotográfico, no qual a irmã de Rosirene identificou Rocha como autor do crime.

Roubos


Segundo o TJ-GO, outra audiência envolvendo Thiago Henrique Gomes da Rocha está marcada para o dia 19 deste mês. O processo, que corre pela 10ª Vara Criminal de Goiânia, é referente a dois assaltos realizados contra uma loteria.

O vigilante teria, num intervalo de menos de 30 dias, assaltado a mesma casa lotérica no Centro de Goiânia, roubando, nas duas ações, o total de R$ 11.900.

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Crimes

Em aproximadamente sete meses, 15 mulheres foram mortas em Goiânia. A primeira vítima foi a adolescente Bárbara Luiza Ribeiro Costa, de 14 anos, assassinada no dia 18 de janeiro. A última vítima desta série de crimes foi outra adolescente, Ana Lídia de Souza, também com 14 anos, baleada em um ponto de ônibus no dia 2 de agosto. Todas essas vítimas, que tinham idades entre 14 e 29 anos, foram atacadas da mesma forma: um motoqueiro se aproximava, atirava e fugia sem levar nada

Em razão dos assassinatos, uma força-tarefa foi criada pela polícia de Goiânia, que começou a seguir as pistas do suspeito e a investigar também outros crimes. No início, a polícia dizia não acreditar que os homicídios tivessem sido cometidos por uma única pessoa. Entre os motivos que reforçavam a hipótese, estava o fato de que, nos depoimentos colhidos, testemunhas terem citado motocicletas de diferentes marcas e cilindradas. Além disto, as características físicas dos suspeitos também divergiam.

O vigilante foi identificado em imagens registradas por câmeras de segurança no dia 12 de outubro, perto de uma lanchonete em que uma mulher foi agredida por um motociclista. Segundo testemunhas, o motociclista tentou atirar na vítima, mas a arma falhou. Então, ele chutou a boca da jovem e fugiu.

Rocha foi preso em casa, em um bairro da periferia de Goiânia na noite do dia 14. Até agora, conforme a polícia, o número de homicídios relacionados ao jovem seria 39, mas a quantidade de mortes pode ser maior. Entre as vítimas, estão moradores de rua, mulheres e homossexuais. No início, ele mataria aleatoriamente, mas depois teria adotado um padrão, conforme a investigação. 

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