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Governador e ministro minimizam mortes de reféns em assalto no CE

Governador levantou suspeita sobre reféns e minimizou as mortes. Seis dos 14 mortos foram sequestrados, entre eles duas crianças

Cidades|Márcio Neves, do R7

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Crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira em Milagres, no interior do Ceará
Crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira em Milagres, no interior do Ceará

O governador do Ceará, Camilo Santana, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, minimizaram a morte de seis reféns, entre eles duas crianças, na troca de tiros entre policiais e suspeitos que deixaram um total de 14 mortos numa tentativa de assalto a agências bancárias na madrugada de sexta-feira (8) na cidade de Milagres, distante 487 km da capital cearense.

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"É estranho um refém de madrugada no banco", afirmou o governador do Ceará, duvidando de que houvesse reféns entre as vítimas. "Tragédias como essas acontecem", disse Jungmann.

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As afirmações foram feitas em uma coletiva de imprensa horas depois do crime. O ministro e o governador estavam participando de uma inauguração do Centro de Inteligência da Polícia cearense.

Na sequência, o governador recuou. "Houve um confronto policial e vamos saber o que ocorreu posteriormente", afirmou.


Um vereador de Serra Talhada decidiu apresentar formalmente à Câmara dos Vereadores da cidade uma moção de repúdio contra o governador pela declaração que levanto suspeitas às vítimas.

A Secretaria de Segurança do Ceará afirma que a ação, foi uma ação conjunta de inteligência das polícias de Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará.


Policial recolhe cápsulas de munição após troca de tiros
Policial recolhe cápsulas de munição após troca de tiros

Nas redes sociais, moradores de Milagres e de Serra Talhada, cidade de origem de ao menos três reféns mortos, também não poupam críticas à ação. "O irresponsável, secretário de segurança, ainda culpou as vítimas. Cabe processo nesse despreparado", escreveu um morador.

O delegado da Policia Rodoviária Federal responsável pelas estradas da região, Gledstone Chaves, também criticou a ação, já que não foi informado da operação. Os suspeitos de tentarem o assalto chegaram a atravessar uma carreta em uma rodovia para tentar impedir a passagem das forças policiais.

“Se fosse uma coisa coordenada, não teria deixado tantos mortos. Por que não comunicaram a gente? Uma ação como essa envolve todos os policiais. Fomos atender a um suposto acidente e poderíamos ter nos deparado com vários bandidos armados”, disse Gledstone.

Em função das polêmicas que cerca a ação o MP-CE (Ministério Público do Ceará) vai acompanhar as investigações relacionadas a tentativa de assalto e a morte dos reféns.

A assessoria de imprensa da SSP-CE (Secretaria de Segurança do Ceará) afirmou, por meio de nota, que "as circunstâncias da ocorrência estão sendo investigadas pela Polícia Civil".

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