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Grande Salvador teve três pessoas mortas a tiros por dia nos últimos 12 meses

Violência civil e policial na Bahia colocam o estado como a segunda unidade federativa com mais mortes violentas em 2022

Cidades|Do R7, com informações da Agência Estado

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Local de chacina com nove mortos em Mata de São João, na última segunda
Local de chacina com nove mortos em Mata de São João, na última segunda

A plataforma Fogo Cruzado registrou 1.591 tiroteios na região metropolitana de Salvador, na Bahia, ao longo dos últimos 12 meses. As ocorrências deixaram 338 feridos e 1.158 mortos – uma média de três óbitos por dia.

A violência na Bahia voltou ao noticiário nacional na última segunda-feira (28), após nove pessoas serem encontradas mortas, entre elas quatro crianças, na cidade de Mata de São João, região metropolitana de Salvador. A Polícia Civil do estado acredita que o crime tenha sido passional e também em razão de uma disputa pelo tráfico de drogas na região.


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Segundo levantamento anual feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Bahia foi o segundo estado com mais mortes violentas intencionais no país em 2022, ficando atrás apenas do Amapá. Foram 47,1 assassinatos registrados a cada 100 mil habitantes, enquanto que a média nacional foi de 23,4.

A violência policial na Bahia também ganhou destaque no final de julho e início de agosto deste ano, quando 25 pessoas morreram em ações da PM do estado em apenas uma semana – 17 destes foram baleados em confrontos na Grande Salvador.


Dias antes, o governo do estado havia destacado, por meio da SSP (Secretaria de Segurança Pública), que o Poder Executivo não computa como "homicídio, latrocínio nem lesão dolosa seguida de morte" qualquer ação da polícia contra criminosos.

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"A SSP destaca ainda que não coloca homicídio, latrocínio nem lesão dolosa seguida de morte praticada contra um inocente na mesma contagem de homicidas, traficantes, estupradores, assaltantes, entre outros criminosos, mortos em confrontos durante ações policiais", declarou a pasta.

O R7 entrou em contato com a SSP-BA em busca de dados sobre mortos em confrontos com a polícia do estado, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

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