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O que tem no sítio arqueológico encontrado por acaso por um adolescente na Bahia

Pinturas rupestres, pedaços de cerâmica e uma espécie de polidor de pedra foram encontrados no local, nomeado de ‘Olhos D’Água’,

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cassiano Santos, ao passear com o pai em Xique-Xique, Bahia, encontrou pinturas rupestres e vegetação em 2020.
  • O Projeto Assuruá, após o relato de Cassiano, organizou uma expedição e descobriu cerâmicas e ferramentas no local.
  • O local foi registrado pelo Iphan como sítio "Olhos D'Água", mas ainda não se sabe qual povo viveu lá.
  • Xique-Xique já possui 26 sítios arqueológicos registrados e há expectativa de mais descobertas na região.

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Estávamos em 2020 quando Cassiano Santos passeava com o pai pelos arredores de Xique-Xique, Bahia. Em meio ao deserto da região, os dois encontraram durante a caminhada um lugar repleto de vegetação e — o mais surpreendente — pinturas rupestres nas rochas. A experiência marcou o jovem, agora com 17 anos e no ensino médio. Tanto é que ele decidiu contar sobre a visita ao Projeto Assuruá, que fez uma descoberta surpreendente.

O programa, dedicado à identificação e estudo de sítios arqueológicos da região, ouviu o relato de Cassiano e elaborou uma expedição até o local, onde encontrou, além das pinturas, pedaços de cerâmica e uma espécie de polidor de pedra, usado na confecção de ferramentas. A descoberta foi tamanha que a área foi registrada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e ganhou nome: sítio “Olhos D’Água”.


Uma mão segurando uma pedra ovalada e escura, com uma parte superior mais aplanada, em um ambiente ao ar livre. O objeto servia como um lascador de pedras milhares de anos atrás. Ao fundo, é possível ver um caminho de areia e algumas pedras menores, além de vegetação esparsa. A luz do sol ilumina a cena, sugerindo um dia claro e ensolarado.
Um lascador de pedras também foi encontrado no sítio, além de outros artefatos Reprodução / Record News

“Foi uma surpresa para a gente. [...] Ainda assim, com todas essas evidências, a gente não consegue determinar qual o povo que viveu naquele local, mas são algumas pistas para que, no futuro próximo, a gente possa estar avançando nas pesquisas”, afirmou Romeu Leite, o coordenador do Projeto, ao Conexão Record News desta terça-feira (04).

Segundo ele, todo o material encontrado permanece no local. “A única coisa que nós retiramos são fotografias”. De qualquer forma, o pesquisador não descarta uma solicitação ao Iphan para avaliar os artefatos e entendê-los melhor. O especialista ainda afirmou que Xique-Xique possui diversos sítios e não duvida de que outros ainda estejam escondidos.


“Nós já visitamos e registramos 26 sítios arqueológicos, para além dos que ainda existem e nós não conhecemos ainda. [...] A ciência precisa desse incentivo, ela precisa dessa busca, é uma busca incansável para que a gente possa encontrar, quem sabe, novos sítios arqueológicos aqui na região, e eu tenho certeza de que existem muitos outros”, concluiu.

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