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Grupo alvo da PF lucrou quase R$ 2 milhões com benefícios irregulares do INSS

Alguns dos investigados recebiam os recursos indevidamente há mais de 15 anos

Cidades|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal desarticulou uma associação criminosa que fraudava benefícios do INSS para idosos na Bahia.
  • Beneficiários fictícios recebiam pagamentos irregulares há mais de 15 anos, utilizando documentos falsos.
  • Duas pessoas foram identificadas como responsáveis pelo esquema e realizadas buscas para coleta de provas.
  • O prejuízo estimado pelos pagamentos indevidos chega a quase R$ 2 milhões, com penas de até 10 anos para os envolvidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Polícia Federal apreendeu armas, munição, cartões e documentos Divulgação/PF - 10.12.2025

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (10), uma operação para desarticular uma associação criminosa especializada em fraudar benefícios assistenciais a idosos por meio do uso de documentos falsos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O esquema atuava no interior da Bahia e foi identificado após a descoberta de um grupo de pessoas fictícias que figuravam como titulares de benefícios assistenciais destinados a idosos.

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Algumas delas recebiam o pagamento irregular há mais de 15 anos.

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As investigações mostraram que os documentos eram falsos, pois não constavam nos registros do Instituto de Identificação do Estado da Bahia.

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“Além disso, identificou-se que os beneficiários possuíam diversas identidades falsas, a fim de obterem mais de um benefício fraudulento”, informou a PF.

Policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão no município de Irará (BA), visando recolher documentos, mídias e objetos que possam comprovar a prática criminosa, além de identificar patrimônio decorrente das fraudes.

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Duas pessoas foram identificadas como responsáveis pelo grupo criminoso.

Elas se cadastraram como procuradoras dos beneficiários falsos, o que lhes permitia receber os valores nas instituições bancárias sem a presença dos titulares.

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Também foi constatado que as procurações foram registradas no INSS mediante a apresentação de atestados médicos falsos, que indicavam que o suposto beneficiário não teria condições de comparecer ao INSS ou à agência bancária.

O prejuízo causado pelos pagamentos indevidos dos benefícios investigados chega a quase R$ 2 milhões.

A ação conjunta da Polícia Federal e do Ministério da Previdência evitou ainda um desembolso irregular de cerca de R$ 1,3 milhão.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa, cujas penas, somadas, podem chegar a 10 anos de reclusão.

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