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Guia espiritual é acusado de abuso sexual e tem prisão decretada

Seis mulheres já registraram boletim de ocorrência contra o homem, que se aproveitava da fragilidade das vítimas durante as sessões 

Cidades|Do R7

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Imagens das conversas entre o guia e as vítimas mostram o assédio
Imagens das conversas entre o guia e as vítimas mostram o assédio

Um guia espiritual de Biguaçu, cidade na Grande Florianópolis, teve a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (15), suspeito de praticar crimes sexuais contra mulheres que frequentavam suas sessões.

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De acordo com as vítimas, abusos chegavam a acontecer na presença de seus maridos, que eram orientados a ficar de olhos fechados para rezar para as vítimas. As consultas aconteciam dentro de um pequeno quarto, onde o ritual se repetia a cada novo encontro, em um momento chamado de limpeza dos chacras.

Uma mulher, que preferiu não se identificar, contou sobre o abuso que ocorreu com ela logo na primeira sessão. “No primeiro momento, eu já senti o abuso dele, tocando nas minhas nádegas, nos meus seios, mas como eu estava em transe, você acaba aceitando”, relatou a vítima à reportagem da RICTV.


Ao menos seis vítimas denunciaram abusos

Seis mulheres registraram boletins de ocorrência na polícia contra o homem. O pedido de prisão foi aceito pelo TJ-SC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina). A delegada Marcela França Goto, da Polícia Civil da Comarca de Biguaçu, afirmou que pediu a prisão preventiva do guia logo que recebeu os relatos das vítimas. 


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Ela explicou que o homem responde pelo crime de violência sexual mediante fraude. As mulheres abusadas relataram outros delitos como importunação sexual, ameaça, estupro, extorsão e charlatanismo. Segundo as investigações, o guia se aproveitava da fragilidade das mulheres e do desconhecimento delas sobre o ritual para praticar os atos abusivos.

“Eu sentava de frente em uma cadeira, e ele ia me tocando. É como se ele tivesse que tocar os chacras, mas ele tocava em tudo. Essa era a verdade. Ele era abusivo demais”, disse uma das mulheres que relataram os abusos.


Assédio nas redes sociais e extorsão

Além dos abusos sexuais, o guia espiritual também assediava as vítimas por meio de mensagens no celular. Imagens das conversas mostram que o homem fazia perguntas obscenas e abordava as mulheres de forma sexual pelas mensagens. 

Uma das vítimas também relatou que ele pedia constantemente por dinheiro emprestado. Ela afirma ter perdido mais de R$ 7 mil, ajudando o guia com dívidas. 

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