Inverno começa neste domingo (21), mas El Niño pode elevar as temperaturas
Governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para gerenciar possíveis desastres devido ao fenômeno
Cidades|do R7, com Estadão Conteúdo e Agência Brasil
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Este domingo (21) marca o início do inverno no Hemisfério Sul. A estação começa às 5h25 e deve chegar acompanhada por uma frente fria no Centro-Sul do país.
No entanto, por causa do El Niño, os brasileiros devem sentir menos frio nos próximos três meses, segundo o sócio-diretor e meteorologista da Nottus, Alexandre Nascimento.
Em São Paulo, as temperaturas se manterão elevadas durante o domingo, com uma pequena queda ao longo da noite. Também podem ocorrer chuvas fracas e chuviscos durante a madrugada.
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Ao longo dos dias, as temperaturas se manterão mais baixas, cenário que muda com a chegada do El Niño, que trará a elevação gradual das temperaturas promovida pela seca e pelos ventos do Norte, especialmente na segunda metade do inverno.
Chuva e seca
No Brasil, a estação será marcada por chuvas além do normal no Sul, Centro-Oeste e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste podem passar por períodos de seca causados por pouca precipitação.
Agosto, no entanto, deve ter as maiores concentrações de chuva no extremo norte do país, além da faixa leste do Nordeste e no Sul, onde os volumes devem superar a média histórica.
Para setembro, o destaque fica para a chuva ganhando força no Sul, superando a média climatológica, enquanto o Nordeste terá precipitação abaixo da média ao longo das faixas leste e norte.
Mesmo com a previsão de chuva acima da média na Região Sul, a Nottus não identifica, por ora, a chance de temporais como os que devastaram o Rio Grande do Sul em maio e abril de 2024.
Super El Niño
Com base em informações da NOAA (Agência dos Estados Unidos para Oceanos e Atmosfera), Alexandre Nascimento sustenta que, a partir de setembro até fevereiro de 2027, existe grande chance de o El Niño ser muito forte, quando a elevação da temperatura da água supera 2,5 °C.
Preocupado com os impactos do que está sendo chamado de “Super El Niño”, o governo federal criou uma Sala de Situação Interministerial para preparar respostas e gerenciar possíveis desastres.
Sistema elétrico
O El Niño deve persistir até, pelo menos, o primeiro semestre de 2027. Para a Nottus, é provável que haja efeitos diversos para o sistema elétrico brasileiro, que tem a maior parte da energia gerada por hidrelétricas, ou seja, dependente do regime de chuvas que enchem reservatórios.
“Eu acho que, em 2026, o El Niño vai ser até benéfico para o sistema”, diz Nascimento, atribuindo a avaliação à chegada da temporada de chuva no Sul e em partes do Sudeste.
No entanto, ele aponta um cenário preocupante para 2027. “No ano que vem, existe uma pressão bem grande, por conta do El Niño, de a gente ter um consumo elevado do primeiro trimestre, por conta de ondas de calor, e não chover tanto no Norte e no Nordeste”, aponta.
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