Investimento em saneamento básico cresce no Brasil, mas ainda está abaixo do necessário
‘A gente precisa pensar também no saneamento básico na área rural, nas comunidades, nas áreas vulneráveis’, pondera Luana Pretto, do Instituto Trata Brasil
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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Seis anos após o novo Marco Legal do Saneamento ter sido aprovado, o Brasil aumentou o investimento em saneamento básico em 51%. Em 2024, O valor médio anual gasto por habitante saltou para R$ 137 — inicialmente era de R$ 90 —, segundo um relatório do Instituto Trata Brasil. “Temos motivo para comemorar, mas [...] ainda tem muita coisa que precisa ser feita”, avaliou a presidente-executiva do Instituto, Luana Pretto.
“Deveríamos estar investindo R$ 225 por habitante. Isso acontece porque há um ciclo de vida longo também para que os projetos, licenciamentos e obras aconteçam. Por outro lado, a gente ainda tem estados e municípios que não colocaram o saneamento básico como uma prioridade na agenda pública”, alertou no Conexão Record News desta quarta-feira (15).
Luana cita como exemplo a falta de investimento em alguns estados da região Norte, em que os investimentos não passam de R$ 50 por pessoa. “Muitas vezes a gente vê o saneamento básico chegando na área urbana, mas a gente precisa pensar também no saneamento básico na área rural, nas comunidades, nas áreas vulneráveis, porque ali é onde a gente vai ter o maior benefício para a população”, avalia.
A preocupação da profissional se dá por conta de o Marco Legal estabelecer que, até 2033, 99% dos brasileiros tenham acesso à água potável e 90% ao tratamento de esgoto: “As decisões precisam ser tomadas hoje para que se possa ter tempo de garantir essa universalização até o ano de 2033”.
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