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Justiça manda soltar suspeito preso com fuzil e cobra conduta da polícia

Em audiência de custódia, juíza de SC questionou razão pela qual agentes prenderam rapaz ‘sem camisa’ e o considerou sem risco para a sociedade

Cidades|Giuliana Saringer, do R7

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Policiais encontraram fuzil e 30 munições
Policiais encontraram fuzil e 30 munições

A Justiça de Santa Catarina mandou soltar, na tarde de sábado (19), um supeito que havia sido preso em flagrante com um fuzil. A juíza Ana Luisa Schmidt Ramos, que analisou o caso, decidiu conceder liberdade provisória ao suspeito durante audiência de custódia. 

O homem foi preso depois que os policiais militares receberam informações de populares de que uma casa estaria sendo usada como esconderijo para armas da facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

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Quando os policiais chegaram no local, o homem tentou fugir. As autoridades encontraram um fuzil e 30 munições calibre 556.

A magistrada entendeu que a prisão foi legal, mas considerou que o suspeito era réu primário, que não havia ações na Justiça contra ele e que não havia indícios que demonstrassem que ele traz perigo à sociedade ou a possibilidade de cometer crimes.

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"Assim, diante das peculiaridades do caso concreto, mostra-se possível a concessão da liberdade provisória, condicionada à substituição por outras medidas cautelares menos gravosas", afirma a juíza na decisão.

O suspeito terá que "informar e manter atualizado seu endereço", se apresentar à Justiça todos os meses para informar e justificar atividades e está proibido de deixar a cidade onde mora por mais de 30 dias sem autorização judicial.

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Explicações da polícia

Após a decisão em audiência de custódia, a magistrada solicitou que a Polícia Militar justifique, em dois dias, a conduta dos agentes que fizeram a prisão, uma vez que o suspeito foi conduzido à delegacia sem camisa. "Oficie-se ao Comando Geral da Policia Militar para que justifiquem em 48 (quarenta e oito) horas, o motivo pelo qual o conduzido foi preso sem camisa", cobrou.

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