Muitos homens se sentem violados quando mulheres alcançam posições paritárias, diz especialista
Duas décadas após a criação da Lei Maria da Penha, número de feminicídios segue aumentando
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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Nesta sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Ela foi criada em 2006 com o intuito de combater os casos de violência doméstica no Brasil. Duas décadas depois, a lei se consolidou como um dos principais marcos de combate à misoginia no país. Mesmo com os avanços desde a sua criação, a legislação ainda apresenta fragilidades para sua eficácia total, como a subnotificação, as dificuldades das vítimas em acionarem a justiça e as altas taxas de feminicídio, que cresceram 4,7% no ano passado.
Para Flávia Nascimento, vice-presidente da Comissão de Mulheres Advogadas da OAB São Paulo, o aumento dos casos de feminicídio está relacionado a mudanças sociais e à reação de parte dos homens diante da maior ocupação de espaço pelas mulheres. Segundo ela, “muitos homens se sentem violados quando as mulheres começam a alcançar cargos e posições muito paritárias com eles”.
A advogada destaca que a Lei Maria da Penha representou um marco ao tornar a proteção das mulheres uma obrigação do Estado, mas ainda são necessários investimentos em prevenção e acolhimento. Ela ressalta que “prevenir é também informar as mulheres”, especialmente sobre formas de violência que vão além da agressão física, como a psicológica, sexual, patrimonial e moral.
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