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O que está por trás do aumento dos feminicídios no Brasil, segundo desembargadora

País registrou o menor número de mortes violentas em 13 anos, enquanto quantidade de vítimas mulheres aumentou

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil registra menor número de mortes violentas em 13 anos, mas feminicídios batem recorde em 2025.
  • Desembargadora Ivana David aponta que homens se sentem desafiados pela estrutura de combate à violência contra mulheres.
  • Crimes de feminicídio ocorrem majoritariamente dentro de casa, cometidos por companheiros.
  • Taxa de feminicídios aumentou 4,4% em 2025, com 1.571 mulheres mortas, enquanto tentativas de feminicídio subiram 6%.

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Ao mesmo tempo em que o Brasil registrou o menor número de mortes violentas em 13 anos, os casos de feminicídio bateram recorde em 2025. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira (23).

A impressão que a desembargadora Ivana David diz ter, em entrevista ao Link News, é que o homem se sente desafiado pela estrutura de combate à violência contra a mulher e segue cada vez mais praticando esse tipo de conduta. Ela destaca que a maioria dos crimes do tipo ocorre dentro de casa e é perpetrado por um companheiro.


Silhueta de mulher sentada em cadeira
Na intuição de que pode ser agredida, mulher deve procurar a Justiça Reprodução/Record News

Ela analisa a contradição. “A lei mudou muito. Hoje, eu não preciso de um inquérito policial, por exemplo, para definir uma medida protetiva. E isso, de alguma forma, acelera. Mas é esse ponto mesmo que faz com que o homem, a impressão que a gente tem, é que ele fique com mais raiva da mulher”, pondera.

“E eu sei disso porque eu ouço o homem”, continua a magistrada. “Quando ele vai ser ouvido, já em fase de interrogatório, você percebe aquele sentimento de vingança, de que ele imaginava ser dono dessa mulher e descobriu que não era. Ele não aceita essa condição. E a impressão que a gente tem, e isso a psicologia explica muito bem, é que, cada vez mais, isso vira uma alavanca para ele se tornar cada vez mais agressivo.”


A taxa de feminicídios subiu em 4,4%, com 1.571 mulheres mortas em 2025. Também aumentou a tentativa de cometer o crime em 6% — há quase três tentativas para cada feminicídio consumado no Brasil.

Segundo a desembargadora, o grande desafio do Estado é chegar antes do agressor. Mas que a mulher, via de regra, no sentimento, na intuição de que pode ser agredida, deve procurar o sistema de Justiça.

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