Ocupação da Câmara de Santa Maria-RS entra no 4º dia
Eles pedem a anulação da CPI que investiga responsabilidades do poder público pela tragédia
Cidades|Do R7
A ocupação da Câmara de Santa Maria (RS) entrou neste sábado em seu quarto dia e ainda não há perspectiva de solução, segundo informou a Agência Brasil. Os parentes das vítimas da boate Kiss estão pedindo o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a tragédia que ocorreu em janeiro, a exoneração do procurador jurídico da Câmara e a renúncia de três vereadores que integram a CPI.
O presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Adherbal Alves Ferreira, disse que os manifestantes não deixarão a tribuna enquanto as reivindicações não forem atendidas.
A ocupação foi motivada pelo vazamento de uma conversa entre a presidente da CPI, a vereadora Maria de Lourdes Castro (PMDB), o vice-presidente, Tavores Fernandes (DEM), e um assessor, que seria o autor da gravação. No áudio, o trio discute sobre os rumos da investigação e citam que havia uma orientação dela "não dar em nada".
Incêndio
O incêndio dentro da boate Kiss no centro de Santa Maria, cidade a 290 km da capital, Porto Alegre, aconteceu na madrugada de 27 de janeiro. O número de mortos chegou a 242.
O fogo começou porque, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, um dos integrantes acendeu um artefato pirotécnico — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se espalharam em poucos minutos.
A casa noturna estava cheia na hora que o fogo começou. Cerca de mil pessoas estariam no local. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram acessar a saída de emergência. Os donos não tinham qualquer autorização do Corpo de Bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da boate estava vencido desde agosto de 2012, afirmou o Corpo de Bombeiros.
Relembre o caso:










