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‘Pais devem conhecer os filhos muito mais do que um algoritmo’, alerta delegada

Segundo pesquisa, 3 milhões de jovens já sofreram violência sexual online; saiba quais são os sinais e como proteger crianças e jovens

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Três milhões de jovens entre 12 e 17 anos sofreram violência sexual online, segundo a Unicef.
  • As vítimas são mais propensas a automutilação e pensamentos suicidas.
  • A delegada Lisandrea Salvariego recomenda que os pais conheçam seus filhos melhor do que os algoritmos.
  • A vigilância em saúde digital, com o ECA, pode ajudar na identificação e punição de crimes online a partir do dia 17 de março.

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De acordo com um relatório da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), cerca de 3 milhões de jovens entre 12 e 17 anos já sofreram violência sexual online. As sequelas geradas pelo crime são complexas. O estudo revelou que as crianças afetadas são cinco vezes mais propensas a se automutilar e a ter pensamentos suicidas.

O crime pode assumir várias formas, desde o estupro virtual até a indução à automutilação. As vítimas podem ser de qualquer idade, como aponta a delegada-chefe do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital) São Paulo, Lisandrea Salvariego. Ela relata que já atendeu vítimas com 6 anos de idade. Segundo ela, para evitar que os filhos sofram, os pais “têm que conhecer os filhos muito mais do que um algoritmo”.


Monitoramento dos responsáveis é necessário para garantir a segurança dos jovens, afirma entrevistada Reprodução/Record News - 14.01.2025

No Jornal da Record News, ela aconselhou aos pais para prestarem atenção a sinais que as vítimas demonstram, como o isolamento social e mudanças comportamentais.

Apesar de o documento da Unicef relatar que 49% dos casos envolviam alguém conhecido, a delegada diferencia o crime quando ocorre de maneira virtual e não presencial. “Começa num jogo online, migra para um aplicativo de conversa e termina com a vítima chantageada, porque mandou uma foto nua ou um vídeo íntimo”.


Ela avalia que a anonimidade dos sites serve de barreira aos criminosos, mas que é possível descobri-los: “A internet encoraja os covardes, mas também não é um campo onde há o anonimato, ou seja, dá para chegar nesse autor”. Lisandrea acredita que, com o apoio da vigência do ECA digital, a partir de 17 de março, a monitoração e a punição da violência sexual online serão facilitadas.

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