Fraudes em licitações: operação da PF mira ex-senador Fernando Bezerra, filhos e empresário
Policiais federais cumpriram, na manhã desta quarta, 42 mandados de busca e apreensão, em PE, na BA, em SP, em GO e no DF
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília, Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window, e Natália MartinsOpens in new window
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A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Vassalos, em combate a uma organização criminosa que estaria envolvida em um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, em Pernambuco.
O R7 apurou que o ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), além dos filhos dele — o ex-prefeito de Petrolina (PE) Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (União-PE) — são investigados.
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Eles são suspeitos de fazer negócios para desviar emendas parlamentares com o empresário Pedro Garcez — dono da Liga Engenharia, cunhado de um sobrinho de Bezerra Coelho e alvo principal da operação.
A força-tarefa cumpre 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, nos estados de Pernambuco, da Bahia, de São Paulo, de Goiás e no Distrito Federal.
A RECORD contatou a defesa do ex-senador, ela informou que não teve acesso à decisão sobre a operação. “Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. Após o acesso aos a autos, a defesa irá se manifestar”, afirmam os advogados.
Suposto cartel de empreiteiras
Outro ponto apurado pela reportagem é de que os desvios de emendas teriam ocorrido com pagamentos feitos por meio da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas).

As cifras chegam a cerca de R$ 176 milhões supostamente repassados para a Liga Engenharia em licitações fraudulentas. A empresa chegou a ser mencionada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em uma auditoria sobre a atuação de um cartel de empreiteiras que ganhava licitações de pavimentação abertas pela Codevasf.
A Polícia Federal detalhou que a investigação aponta para existência de um esquema composto por agentes públicos e privados envolvidos nos desvios. As movimentações teriam se dado por meio de licitações para a empresa vinculada ao grupo, a qual supostamente usou o dinheiro obtido para pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.
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