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Prisão de MC Ryan e Poze ‘talvez não seja o caminho para desarticular’ esquema criminoso

Operação da PF investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,5 bilhão

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,5 bilhão.
  • MC Ryan e MC Poze do Rodo foram presos durante a operação, que visa identificar o grau de envolvimento deles no esquema.
  • A investigação foca em atividades financeiras ligadas a fintechs e criptomoedas, com mandados de busca para coleta de informações.
  • A advogada Daniele Taveira ressalta a importância de respeitar o processo legal e aguardar a conclusão do inquérito antes de julgar os envolvidos.

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A PF (Polícia Federal) investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,5 bilhão. A Operação Narcofluxo, que resultou na prisão temporária dos funkeiros MC Ryan e MC Poze do Rodo na última quarta-feira (15), busca desarticular atividades financeiras ilícitas ligadas a fintechs e criptomoedas.

Em entrevista ao Jornal da Record News, a advogada criminalista Daniele Taveira comenta que o processo ainda está em fase inicial. As acusações incluem associação criminosa, evasão de divisas e lavagem financeira. Segundo ela, se comprovadas, as penas podem variar de 8 a 24 anos.


Pessoa com uniforme camuflado e boné, com palavras “Polícia Federal” nas costas. Está sentada à mesa coberta por documentos, cadernos, celulares, chaves e saco plástico amarelo. Outra pessoa aparece parcialmente ao lado. Cena em ambiente interno sugere investigação ou inspeção oficial.
Investigação mira perfis nas redes sociais que poderiam ter sido usados para promover rifas falsas Reprodução/Record News

“Tem muita gravidade, sabemos disso, os valores são exorbitantes. Porém, esses mandados de busca e apreensão e com recolhimento de documentos visam exatamente isso: recolher informações mais robustas para que aí sim possa responsabilizar quem de direito e talvez não só as pessoas da ponta. [...] Chegar ali em quem está na ponta, que são os cantores, os influenciadores, talvez não seja, ao que me parece, o caminho para encontrar e desarticular tudo isso”, afirma.

A investigação mira perfis com grande número de seguidores nas redes sociais que poderiam ter sido usados para promover rifas falsas como forma disfarçada do crime financeiro. Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em oito estados e no Distrito Federal.


Para Daniele, o caso deve ser tratado com cautela para que não se promova um julgamento antecipado no ambiente digital. “Precisa ter muita cautela em relação a tudo isso. [...] É muito importante que a gente possa, enquanto população, também fazer uma análise mais cautelosa sobre tudo isso. Esses perfis, esses influenciadores e cantores, eles têm de fato uma multidão que os acompanha e os segue, mas muitos deles também trabalham mais com a divulgação desse produto”, frisa.

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