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"Quando a mãe era viva, eu tinha outra vida”, disse para avó menino encontrado em saco no RS

Criança desaparecida havia dez dias foi achada morta em matagal; pai e madrasta estão presos

Cidades|Do R7, com Cidade Alerta

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Jussara e Bernardo antes da morte da mãe
Jussara e Bernardo antes da morte da mãe

A avó materna de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, Jussara Uglione, afirma que o neto reclamou da vida sem a mãe na única visita que recebeu do garoto em quatro anos.

— Ele mesmo disse: "Quando a mãe era viva, eu tinha outra vida". Essa mulher [a madrasta do garoto] era muito ruim, não deixava ele entrar em casa quando o pai não estava — afirmou Jussara Uglione ao apresentador Alexandre Mota, do Balanço Geral-RS, da Rede Record.


Bernardo foi encontrado morto em um matagal no município de Frederico Westphalen, no interior gaúcho. Ele estava nu, em um saco. O local fica a 80 km de Três Passos, cidade onde o menino morava.

O pai, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Boldrini, e uma amiga do casal foram presos sob a acusação de assassinato. Gaciele é suspeita de aplicar uma injeção letal no garoto.


No início do ano, o garoto chegou a denunciar o pai por maus-tratos à Promotoria.

A mãe de Bernardo morreu em 2010. Na época o caso foi considerado suicídio — segundo as investigações, ela teria atirado contra a própria cabeça ao flagrar o marido com Graciele. No entanto, como Leandro e Graciele estavam no local do crime, a polícia decidiu reabrir o caso.


Jussara afirma que, desde a morte da mãe de Bernardo, só conseguiu ver o neto no mês passado.

— Desde que minha filha morreu, o [Leandro] me proibiu de ver meu neto. Fiquei sem ver o meu neto quatro anos. Só agora, no mês passado, ele apareceu, veio me visitar, passou uma semana comigo. Um menino muito querido, muito bom, muito inteligente.


Ela afirma estar convicta no envolvimento de Leandro, Gaciele e da amiga na morte da criança.

— Eu não tenho palavra para descrever esse tipo de gente.

A avó conta, ainda, que Bernardo será sepultado ao lado da mãe, na cidade de Santa Maria.

— Eu nunca imaginei que, nessa altura da vida, eu fosse passar por isso [enterrar o neto]. Não tem como medir o tamanho da dor.

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