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‘Não são episódios isolados’: delegada revela frequência de crimes transmitidos em lives

Morte de adolescente de 13 anos fez com que a plataforma do Discord fosse suspensa por tempo indeterminado

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A morte de uma adolescente de 13 anos destacou a gravidade dos crimes transmitidos em lives, como aliciamento e indução à automutilação, na plataforma Discord.
  • A delegada Lisandrea Salvariego revelou que esses crimes são frequentes e não são episódios isolados, abrangendo desde maus-tratos a animais até manipulação de crianças e adolescentes.
  • Os autores, geralmente adolescentes, buscam aceitação em comunidades virtuais, onde existe uma hierarquia que facilita a manipulação e aliciamento das vítimas.
  • A falta de moderação e resposta lenta da plataforma são criticadas, e há uma necessidade urgente de educação digital e cooperação entre famílias, escolas e autoridades para combater o problema.

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A decisão que determinou a suspensão das transmissões ao vivo na plataforma do Discord após a morte de uma adolescente de 13 anos trouxe à tona a gravidade dos crimes praticados dentro da plataforma.

Em entrevista ao Jornal da Record News, a delegada Lisandrea Salvariego, chefe do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo), afirmou que esse tipo de caso não é isolado e vem sendo monitorado pelas autoridades.


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“As lives são utilizadas para transmissão dos crimes e não são episódios isolados”, destaca. Segundo a delegada, as investigações identificaram episódios que vão desde maus-tratos a animais até indução de crianças e adolescentes à automutilação.

De acordo com Lisandrea, muitos dos envolvidos são adolescentes que buscam aceitação e reconhecimento dentro de comunidades virtuais. “Esses adolescentes, que na maioria são adolescentes que estão ali praticando esses crimes, a gente percebe que eles estão ali em busca de pertencimento”, explica.


O caminho para prevenir esse tipo de problema, para a delegada, vai além da suspensão da ferramenta. “A gente tem que pensar no letramento digital para os pais, que, por vezes, não têm a menor noção do que está acontecendo online com o filho, educação digital para essas crianças e adolescentes e, sobretudo, que a gente cobre, efetivamente, das plataformas medidas reais de segurança do usuário”, frisa.

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