Seis estados têm alerta laranja para tempestades; outros 16 estão sob aviso de baixa umidade
País segue sendo atingido pelo El Niño, fenômeno causado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial
Cidades|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O feriado prolongado do Dia das Crianças, celebrado na segunda-feira (12), deve ser marcado por um clima instável na maior parte do país, com chuva e possibilidade de tempestades, e outras áreas com calor e tempo seco. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), ao menos seis estados estão em alerta laranja, indicando “perigo” para tempestades, e 16 com aviso amarelo de “perigo potencial” para baixa umidade.
As notificações de perigo para tempestade se estendem até esta segunda-feira (12) para os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Outras regiões também receberam alertas para chuvas, mas com risco menor. Veja:
- Acre
- Amazonas
- Minas Gerais
- Rio de Janeiro
- Rondônia
- São Paulo
- Mato Grosso
- Pará
- Goiás
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Além das chuvas, parte das regiões também vai enfrentar uma massa de ar quente e seco, que atua sobre parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do norte da Região Sudeste, mantém as condições de calor e tempo quente e seco no Amapá, em grande parte do Pará, no Tocantins, no centro e norte de Goiás, no Distrito Federal, no centro e norte de Minas Gerais, no Espírito Santo e em grande parte da Região Nordeste.
Vale lembrar que atualmente passamos pelo El Niño, um fenômeno natural causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. No Brasil, o El Niño provoca efeitos opostos entre o sul e o norte, com riscos de chuvas e períodos de seca acima da média.
📝O El Niño é caracterizado por temperaturas mais quentes no Pacífico central e oriental. Já a La Niña é caracterizada por temperaturas mais frias na mesma região e por uma intensificação dos ventos superficiais predominantes de leste a oeste. Normalmente, a transição entre essas fases ocorre a cada dois a sete anos. Ambos começam a se desenvolver entre março e junho e atingem sua intensidade máxima entre novembro e fevereiro.

Em 2024, quando o fenômeno atingiu o país, a média das temperaturas ficou em 25,02°C, sendo 0,79°C acima da média histórica de 1991/2020, que é de 24,23°C. Já em 2023, a média anual foi de 24,92°C, 0,69°C acima da média histórica.
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