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Serial killer de GO está isolado em cela de 10 m²

Chegada em prisão foi marcada por troca de insultos e ameaças de morte com outros detentos

Cidades|Do R7

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O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, está sozinho em uma cela e não faz nenhuma atividade junto com os demais detentos. A cela tem cerca de dez metros quadrados, com chuveiro, vaso sanitário e pia. Ele tem direito a banho de sol diário e poderá receber visitas nos fins de semana.

Rocha mudou sua versão para o número de mortes que tinha assumido, reduzindo dez vítimas. O novo depoimento, no qual assume 29 mortes e não mais 39, foi feito antes de ele ser transferido para a ala de segurança máxima do Núcleo de Custódia do Complexo Prisional. A chegada ao local, no início da tarde de quarta-feira (22), foi marcada por troca de insultos e ameaças de morte entre Rocha e outros presos.

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Assista ao vídeo:

Segundo o titular da Delegacia de Investigações de Homicídios, Murilo Polati, ao chegar ao Núcleo de Custódia, o vigilante começou a gritar que tinha vontade de matar alguém por lá e foi rechaçado pelos presos, que também o ameaçaram. O episódio ocorreu logo depois que Rocha agrediu um fotógrafo que fazia a cobertura da transferência dele. O comportamento agressivo do rapaz foi interpretado por Polati como tentativa de se afirmar, "mostrar poder lá dentro", mas a retaliação dos presos fez com que Rocha ficasse quieto, segundo relato de agentes prisionais ao delegado.

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Em novo depoimento, vigilante diminuiu de 39 para 29 o número de pessoas que teria assassinado
Em novo depoimento, vigilante diminuiu de 39 para 29 o número de pessoas que teria assassinado

Sobre a mudança no depoimento, o delegado explicou que isso aconteceu por orientação da nova defesa do vigilante. O novo interrogatório foi acompanhado pelas advogadas que a família de Tiago contratou nesta semana e que assumiram a causa afirmando que ele foi coagido a confessar 39 homicídios, quando seria o autor de um número menor de mortes.

Desistência

A Polícia Civil desistiu de encaminhar o vigilante para que o psicólogo forense da Polícia Científica de Goiás Leonardo Faria realizasse o exame de sanidade mental. A análise será feita por equipe multidisciplinar convocada pela Justiça. 

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