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Serial killer de taxistas no RS é tido como educado e dava aula para crianças

Suspeito tem dois taxistas na família e matou as vítimas por R$ 870 para pagar o aluguel

Cidades|Do R7, com Fala Brasil

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Luan Barcelos da Silva, de 21 anos, confessou a morte de seis taxistas no Rio Grande do Sul
Luan Barcelos da Silva, de 21 anos, confessou a morte de seis taxistas no Rio Grande do Sul

O jovem suspeito de matar seis taxistas no Rio Grande do Sul é falante e bem-educado, segundo a família. Ao mesmo tempo, ele é famoso por se envolver em brigas em finais de festa. Por causa disso, ele foi expulso do Exército no qual atuou por três anos como soldado.

Luan Barcelos da Silva, de 21 anos, tem dois taxistas na família, o avô e um tio-avô, que trabalhavam em Santana do Livramento. Ele cursava gestão imobiliária em uma universidade particular da região metropolitana e estava dando aulas para crianças.


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou neste domingo (14) que prendeu o suspeito de ter matado três taxistas em Santana do Livramento e três em Porto Alegre durante a Semana Santa. O jovem não possui antecedentes criminais, tem família na cidade fronteiriça e mora na capital gaúcha, onde teve empregos esporádicos.

Segundo relato dos delegados que participaram da investigação, o matador foi localizado no sábado (13) à tarde e está em uma cadeia do interior do Estado, onde é mantido longe dos outros presos. A polícia teme pela integridade física do jovem. No depoimento, ele confessou os crimes e alegou ter agido por motivos financeiros, para levantar o dinheiro para pagamento de um aluguel que estaria atrasado.


Polícia prende suspeitos de envolvimento em mortes de taxistas no Rio Grande do Sul

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O mistério foi desvendado pelo cruzamento de informações de testemunhas, escutas autorizadas de ligações feitas e recebidas pelos celulares roubados das vítimas e imagens de câmeras de segurança instaladas em locais próximos aos assaltos. A arma, um revólver calibre 22, teria sido obtida de um uruguaio. A munição usada em Santana do Livramento não foi a mesma da utilizada em Porto Alegre, o que levou os investigadores a suspeitarem inicialmente que os crimes não teriam conexão.

O método usado foi sempre o mesmo. O criminoso tomava um táxi, ia até o endereço pedido, executava a vítima com tiros na cabeça sem anunciar assalto, depois recolhia celulares e dinheiro e, na sequência, tomava outro táxi e repetia as ações.


Na madrugada de 28 de março, em uma Quinta-Feira Santa, fez isso com três motoristas de Santana do Livramento, de quem recolheu um total de R$ 470. Na noite daquele mesmo dia, viajou para Porto Alegre, onde, na madrugada de sábado,assassinou mais três taxistas para tomar um total de R$ 400.

A investigação rastreou os celulares das vítimas, que haviam sido repassados para amigos e parentes, e obteve pistas do suspeito. Também verificou que ele usou uma passagem de Santana do Livramento para Porto Alegre na noite da Quinta-Feira Santa. Ao analisar imagens de câmaras de segurança, detectou que uma mesma pessoa, com a mesma roupa e a mesma sacola, havia circulado em locais próximos aos crimes, em horários coincidentes com o das ocorrências.

Quando a polícia chegou à casa do rapaz, encontrou as roupas usadas nas duas madrugadas. Uma análise inicial da perícia indicou que as peças estavam sujas de sangue. Os policiais contaram que no depoimento o jovem disse que suas vítimas foram escolhidas aleatoriamente e que não conhecia nenhuma delas.

Assista ao vídeo:

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