Super El Niño: estimativa de vítimas ‘pode ser até pior’, diz meteorologista
Fenômeno pode provocar até 451 mil mortes relacionadas ao calor no mundo nos próximos seis meses, segundo estudo
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O Super El Niño, que pode provocar até 451 mil mortes relacionadas ao calor no mundo nos próximos seis meses, segundo a estimativa de um estudo da Climate Impact Lab da Universidade de Chicago. No Brasil, a previsão é de 13.300 mortes entre setembro e fevereiro. O número representa cerca de 8.000 mortes a mais do que o esperado, em um ano sem os efeitos do fenômeno.
De acordo com o estudo, o Brasil é o quinto país com o maior número estimado de mortes por calor do período, atrás de Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia. Os cientistas também alertam que o número pode aumentar caso o El Niño persista até 2027.
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Em entrevista ao Link News desta quinta-feira (24), Gilvan Sampaio, meteorologista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), explica que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico nos últimos quatro meses é o maior até então registrado. “O El Niño de muito forte intensidade traz mais impactos em virtude justamente da mudança da circulação da atmosfera, ocasionada pelo forte aquecimento das águas do Oceano Pacífico”, diz.
Segundo ele, à medida que o fenômeno se torna mais intenso, os impactos acabam sendo mais frequentes e mais expressivos. “Não dá para dizer exatamente os números como estão colocados no estudo, é uma estimativa, mas, em função da intensidade desse fenômeno, essa estimativa de fato pode ser até pior”, esclarece Sampaio sobre a previsão de mortes relacionadas ao calor apresentadas no estudo.
“A população mais vulnerável às ondas de calor são justamente as pessoas com idade acima de 65 anos e os recém-nascidos. Então, nós temos que realmente ter essa preparação e esse cuidado ao longo dos próximos meses, porque o auge do El Niño é durante o verão. Ao longo das próximas semanas e próximos meses, nós teremos temperaturas mais altas do que a média e vai aumentar a frequência de ondas de calor, portanto tem que haver realmente toda essa precaução, principalmente em pessoas mais suscetíveis”, alerta.
Sobre ondas de calor, o meteorologista destaca que elas acontecem quando há registro de mais de cinco dias com temperaturas acima da máxima temperatura daquele mês. A população deve, então, estar atenta à previsão de temperatura e das condições.
“O serviço meteorológico faz muito bem esse tipo de previsão, porque é um fenômeno que não é difícil de se prever, diferente, por exemplo, de um episódio de chuva extrema. A previsão de temperatura é uma previsão muito mais precisa. Então, uma recomendação é que as pessoas acompanhem os serviços oficiais de previsão”, afirma.
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