Super El Niño tem potencial de provocar impactos em todo o mundo, diz Cemaden
Governo de SC decretou estado de alerta climático por 180 dias devido à previsão do fenômeno climático previsto para este ano
Cidades|Do R7, com RECORD NEWS
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O governo de Santa Catarina decretou estado de alerta climático, válido por 180 dias, para fortalecer ações preventivas contra possíveis alagamentos e outros impactos associados ao super El Niño, previsto para este ano. O anúncio busca mobilizar e capacitar equipes para monitorar áreas com risco elevado de enchentes no estado.
Em entrevista ao Hora News desta quarta-feira (20), José Marengo, coordenador-geral do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), destacou a preocupação com a chegada do fenômeno climático devido ao seu potencial impacto mundial.

“El Niño já está configurado. Então, seguindo um pouco as experiências anteriores, nós já poderíamos começar a sentir os impactos agora no inverno, que são geralmente um inverno relativamente mais quente. Pode ter ondas de frio e, talvez, em termos de precipitação, na primavera, nós já poderíamos começar a sentir os primeiros impactos, particularmente na região Sul”, afirma.
O El Niño é responsável pela variação de temperatura das águas do Oceano Pacífico Tropical — que ocupa quase metade do planeta —, o que pode levar a uma cadeia de alterações climáticas em todo o mundo. “Além de ter chuvas intensas na costa norte do Peru e do Equador, e na Bacia do Prata, no sul do Brasil, nós temos tendência de secas no Nordeste, secas na Amazônia, secas na Austrália, na Indonésia, menos furacões no Golfo do México, no Atlântico. Ou seja, tem impactos em todo o mundo”, alerta.
De acordo com estudos da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, há pelo menos 80% de chance de que o fenômeno ocorra entre maio e julho e 90% entre a primavera e o próximo verão no Hemisfério Sul.
“O que sabemos é que estamos já com os sintomas do El Niño, os indicadores do El Niño, mas, em termos de certeza de dizer que vai ser superforte ou forte, ainda nós temos que ter um pouco de cuidado, temos que ser um pouco conservadores”, pondera, ao destacar a importância de os estados adotarem ações de prevenção. “Melhor trabalhar com prevenção do que com resposta”, completa.
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