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Suspeitos incendeiam creche e subestação de energia no Ceará

Na madrugada desta terça-feira (22), um explosivo foi detonado em uma subestação da Enel, distribuidora de energia no estado

Cidades|Do R7

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Escolas e creches se tornam alvo de suspeitos em cidades do Ceará
Escolas e creches se tornam alvo de suspeitos em cidades do Ceará

Os ataques a prédios públicos, pontes e ônibus chegam ao 21º dia no Ceará e assustam, principalmente, pais e crianças em idade escolar. Nos dois últimos dias, escolas e creches passaram a ser alvo dos suspeitos. 

Na noite de segunda-feira (21), suspeitos incendiaram uma creche no bairro de Jurema, no município de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Ninguém ficou ferido no ataque.


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Segundo o tenente Romário Fernandes, do Corpo de Bombeiros do Ceará, suspeitos destruíram o teto do almoxarifado. "Fomos acionados por volta das 23h. Na ocorrência, foi constatado apenas dano material. Agora estão atacando escolas", relatou.


Na madrugada desta terça-feira (22), um artefato explosivo também foi detonado, por volta das 2h, em uma subestação da Enel, distribuidora de energia do Ceará. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não houve danos estruturais.

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A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que 404 suspeitos já foram presos e detidos por envolvimento nos atos criminosos registrados no Ceará. Desde o dia 2 de janeiro, os atentados feitos pelos criminosos afetam a movimentação e a rotina da população de Fortaleza e de cidades do interior cearense.

O início


Os ataques a ônibus e a prédios públicos tiveram início após a declaração do novo secretário de Administração Penitenciária do Estado, Luís Mauro Albuquerque, que não reconhece facções criminosas no Ceará. Ele confirmou que a divisão de presos por unidades não irá mais obedecer a distribuição por vínculos com organizações criminosas.

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O governador Camilo Santana, que assumiu na terça-feira (1°) o segundo mandato para o qual foi reeleito em outubro de 2018, havia dito em janeiro do ano passado que, das 441 mortes registradas nos primeiros 29 dias de 2018, 84% eram vinculadas às facções criminosas. O principal grupo criminoso do Ceará é o GDE (Guardiões do Estado) que atua junto ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Além desses, há grupos da facção CV (Comando Vermelho) no estado.

A crise na segurança pública também teria sido motivada apreeensão de 400 celulares em presídios do estado. Os aparelhos teriam facilitado as ordens para rebeliões. Desde a quarta-feira (2), foram registrados cerca de 100 ataques em todo o Estado. Em represália, as autoridades responsáveis cancelaram visitas nos presídios e retiraram televisões.

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