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4 em cada 10 tinham dificuldade de acesso à água no pré-pandemia

Indicadores Sociais do IBGE alertam para a dificuldade da higienização das mãos e objetos no enfrentamento á covid-19

Economia|Do R7

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3,4% dos domicílios não estão ligados à rede de água
3,4% dos domicílios não estão ligados à rede de água

Quase 38% da população brasileira encarava alguma dificuldade de acesso à água no período que antecedeu o início da pandemia do novo coronavírus, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O percentual sinaliza para a dificuldade do grupo na higienização correta das mãos, objetos e alimentos, medidas consideradas necessárias para o enfrentamento da covid-19.

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Os Indicadores Sociais de Moradia no Contexto Pré-Pandemia apontam que, enquanto 22,4% das famílias moravam em domicílios sem abastecimento diário ou estrutura de armazenamento de água, 11,9% eram abastecidos por outra forma que não a rede geral. Além disso, 3,4% dos domicílios não estavam ligados à rede geral de água nem contavam com canalização.

O analista do estudo, Bruno Mandelli Perez, avalia que os dados tornam ainda mais evidente a desigualdade no abastecimento de água nos domicílios brasileiros. "Somente 62,2% da população dispunha de água oriunda de rede geral de distribuição, com abastecimento diário e com estrutura de armazenamento em seu domicílio, e, portanto, tinha melhores condições de cumprir as recomendações de higienização”, afirma ele.

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As dificuldades de higienização eram ainda maiores entre as grandes regiões do país. No Norte, 10,7% da população brasileira residia em domicílios sem canalização interna de água e abastecidos principalmente de outra forma, que não a rede geral de distribuição de água. No Nordeste, essa proporção era de 7,9%. Ambos os valores estavam acima da média nacional. Entre as unidades da federação, o maior valor foi verificado no Pará, com 13,8%.

O percentual de pessoas pretas ou pardas (4,8%) que viviam em domicílios que não tinham na rede geral a sua principal forma de abastecimento de água e não contavam com canalização interna nos domicílios era bem maior do que a população de brancos (1,6%).

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O estudo revela ainda, que 10,4% das pessoas que residiam nas áreas urbanas do Brasil viviam em domicílios que, mesmo abastecidos principalmente pela rede de água, tinham frequência de abastecimento inferior à diária. Já nas áreas rurais, 18,8% das pessoas moravam em domicílios que não tinham na rede geral a sua principal forma de abastecimento de água e não contavam com canalização interna nos domicílios.

Domicílios

Outra preocupação das autoridades sanitárias para controle da disseminação do vírus, o número de pessoas por domicílio e a possibilidade de isolamento na residência no caso de infecção de algum morador também foi avaliado pelo estudo.

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Segundo os indicadores sociais, 27% da população brasileira vivia em domicílios com três pessoas. Já 9,8% da população brasileira residia em domicílios com seis ou mais moradores.

O estado do Amapá (32,5%), assim como a região metropolitana de Macapá (32,4%) e a capital, Macapá (32,0%), apresentaram a maior proporção de pessoas vivendo em domicílios com seis pessoas ou mais no período pré-pandemia.

Além das dificuldades de acesso à água e o excessivo número de moradores por cômodo, algumas famílias brasileiras ainda viviam em domicílios sem banheiro. Isso foi verificado em 2,6% da população. No Norte do país, 11% dos moradores não tinham banheiro em casa.

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