‘A Selic tem que cair mais. A inadimplência está batendo recordes mês após mês’, diz economista
Banco Central reduziu os juros para 14,25% ao ano mesmo diante da piora das projeções para a inflação
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros de 14,5% para 14,25% ao ano, mesmo diante da piora das projeções para a inflação nos próximos meses. A decisão, tomada na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcou o terceiro corte consecutivo da Selic e foi mantida apesar de o índice de preços seguir acima da meta estabelecida pela autoridade monetária.
Para o economista Roberto Troster, a medida foi adequada porque o atual cenário inflacionário está ligado principalmente a fatores externos que pressionam custos e preços. “A gente precisa dos juros para frear a economia, mas, neste momento, a prescrição não é subir juros ou manter juros altos”, afirma. Segundo ele, aumentos recentes em itens como combustíveis decorrem de um choque de oferta, situação em que a política monetária tem efeito limitado.
O economista avalia que a manutenção de juros elevados por muito tempo pode ampliar problemas já observados na economia. De acordo com ele, indicadores de inadimplência e falências vêm registrando altas sucessivas, o que compromete a atividade produtiva e dificulta o acesso ao crédito por famílias e empresas. “Tem que baixar o crédito. A inadimplência está batendo recordes mês após mês”, diz.
Na avaliação de Troster, a decisão do Copom sinaliza uma mudança gradual de estratégia para estimular a economia sem abandonar o combate à inflação. “O primeiro passo importante foi essa medida agora, baixar os juros apesar do cenário. Estão corrigindo o que fizeram e estão corrigindo bem”, afirma.
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