Ação da Embraer cai quase 15% e Bolsa de Valores fecha em queda
Tombo das ações da empresa aérea encerraram, nesta quinta-feira (5), uma sequência de cinco pregões de ganhos
Economia|Do R7

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (5), encerrando uma sequência de cinco pregões de ganhos, com o tombo de quase 15% das ações da Embraer entre as maiores pressões negativas, após a fabricante de aviões anunciar acordo para joint venture de aviação comercial com a Boeing.
O principal índice de ações da B3 caiu 0,25%, a 74.553 pontos. O volume financeiro somou R$ 8,7 bilhões.
Profissionais da área de renda variável atribuíram o recuo a alguma realização de lucros, após o Ibovespa acumular alta de 5,85% nos pregões anteriores, enquanto o noticiário político-eleitoral e a agenda macroeconômica não trouxeram novidades relevantes.
O viés positivo em Wall Street na volta do feriado norte-americano do Dia da Independência na quarta-feira (4), puxado por ações de tecnologia, chegou a contribuir para o avanço do Ibovespa em alguns momentos do pregão, com o índice superando 75 mil pontos no melhor momento, em alta de 0,5%.
A sessão também trouxe a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, na qual membros do banco central dos Estados Unidos expressaram preocupações com as tensões no comércio global, mas ainda veem a economia norte-americana forte.
Analistas e estrategistas de ações veem possibilidade de uma recuperação das ações brasileiras neste mês, após fortes perdas recentes, que melhoraram a relação risco versus retorno de alguns papéis, principalmente de companhias que não tiveram uma deterioração dos fundamentos no ritmo da piora das ações.
DESTAQUES
- EMBRAER despencou 14,29%, maior queda diária no fechamento desde julho de 2016, em meio a movimentos de realização de lucros. A queda ocorreu após anúncio de acordo com a Boeing para formação de joint venture na área de aviação comercial. O acordo avaliou a totalidade das operações de aviação comercial da Embraer em US$ 4,75 bilhões.
Analistas do BTG Pactual avaliaram que o "valuation" ficou abaixo do esperado para a divisão, mas que ainda veem espaço de alta para os papéis. Desde o final de dezembro, quando saíram as primeiras notícias sobre o potencial acordo, até quarta-feira, as ações da Embraer acumularam valorização de quase 65%.
- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuaram 3,2 e 2,99%, respectivamente, em sessão negativa para o petróleo e após fecharem com altas ao redor de 5% na véspera. Os papéis reagiram à decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) que abre espaço para a realização do leilão do excedente da cessão onerosa até o fim do ano. A Câmara dos Deputados também concluiu na quarta-feira a aprovação de um projeto de lei que promete abrir caminho para a realização do mega leilão de áreas para a produção de petróleo do pré-sal, ainda neste ano, além de viabilizar um acordo entre Petrobras e União necessário para o certame.
- ELETROBRAS ON caiu 8,6% e ELETROBRAS PNB cedeu 6,15%. Investidores também embolsaram lucros após fortes ganhos na véspera na expectativa de aprovação na Câmara dos Deputados do texto-base do projeto de lei que viabiliza a privatização de seis distribuidoras da companhia - que foi confirmada no final da noite.
Em outra frente, o relator do projeto de lei que autoriza a privatização da Eletrobras disse que a proposta será analisada depois das eleições de outubro. Na véspera, os papéis fecharam com ganhos de 17,99 e 16,61%, respectivamente.
- ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO PN fecharam com baixas de 0,64 e 0,21%, respectivamente, reduzindo as perdas vistas mais cedo, quando caíram 2,3 e 2,6%, respectivamente, no pior momento, ajudando a afastar o Ibovespa da mínima da sessão, quando caiu 1,3%.
- VALE subiu 3,48%, contrabalançando a pressão negativa em razão da relevante participação que tem na composição do índice.
- BRF encerrou com acréscimo de 3,62%, também ajudando o Ibovespa, com o papel ainda reagindo a percepções mais favoráveis sobre a companhia após Pedro Parente assumir a presidência da empresa, embora analistas ainda enxerguem desafios relevantes para a companhia.
- GERDAU avançou 3,98%. Em relatório a clientes, analistas do Itaú BBA liderados por Marcos Assumpção recomendaram comprar Gerdau e vender Ibovespa, citando que esperam outro conjunto de resultados fortes para a siderúrgica no segundo trimestre de 2018.















