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Dólar tem ligeira queda com acordo EUA-Irã no radar, mas segue na casa dos R$ 5

O ambiente externo, ajudou a conter a força da moeda brasileira, beneficiando o real

Economia|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O dólar fechou estável perto de R$ 5,00 com expectativas de um acordo de paz entre EUA e Irã.
  • Informações indicam que um entendimento preliminar mediado pelo Paquistão pode resultar em um cessar-fogo.
  • O mercado de câmbio foi influenciado por notícias desencontradas sobre as negociações de paz e a atividade econômica nos EUA.
  • A moeda brasileira se mantém atrativa, mas é sensível ao sentimento global de risco e à expectativa de manutenção de juros elevados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Investidores estão atentos às movimentações do Fed e à possível manutenção de juros elevados no Brasil Thomas White/Reuters - 22.06.2017

O dólar perdeu força ao longo da tarde desta quinta-feira (21), com a diminuição da aversão global ao risco, após informações de que Estados Unidos e Irã estariam perto de um acordo de paz, e flertou com o fechamento abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez em duas sessões.

Depois de tocar mínima a R$ 4,9833, a moeda norte-americana recuperou parte do fôlego na última hora de negócios, em sintonia com o ambiente externo, e encerrou o dia cotada a R$ 5,0012, em baixa de 0,04%.


A divisa apresenta queda de 1,31% na semana, mas ainda sobe 0,98% em maio, após desvalorização de 4,36% em abril. No ano, as perdas são de 8,89%.

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Segundo relato da Al Arabiya, plataforma de notícias sediada nos Emirados Árabes Unidos, EUA e Irã teriam alcançado uma versão final de um entendimento preliminar mediado pelo Paquistão.


Com anúncio previsto para as próximas horas, o documento traria um cessar-fogo imediato e abrangente, com liberação do tráfego pelo estreito de Ormuz.

“O alívio externo, principalmente nos juros longos americanos, ajudou a conter a força global do dólar e permitiu ao real sustentar oscilações próximas ao patamar de R$ 5”, afirma o especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, ressaltando que as informações veiculadas até o momento são “insuficientes” para justificar uma melhora maior do apetite ao risco.


Pela manhã, dados fortes de atividade nos EUA e informações desencontradas sobre as tratativas de paz deprimiram o apetite por divisas emergentes.

O mercado de câmbio abriu em tom negativo com a notícia de que o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, teria barrado a retirada de urânio enriquecido do país, opondo-se a uma das principais exigências americanas para encerrar a guerra.


Autoridades iranianas refutaram as informações, enquanto Trump disse que os Estados Unidos vão receber os estoques de urânio enriquecido do Irã.

O vai-e-vem das notícias sobre as tratativas de paz manteve o petróleo em alta de cerca de 3% pela manhã. A troca de sinal veio à tarde, na esteira dos relatos sobre um acordo iminente entre as partes.

O contrato do barril do Brent para julho — referência de preços para a Petrobras — fechou em baixa de 2,32%, a US$ 102,58. As cotações reduziram bastante as perdas no pregão eletrônico, diante da ausência de detalhes sobre o eventual acordo.

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, ressalta que investidores se assustaram com a alta dos juros globais nos últimos dias e promoveram uma realização de lucros com divisas emergentes.

Houve também o solavanco provocado pelo “Flávio Day 2.0”, que turbinou os efeitos do cenário externo adverso sobre a moeda brasileira.

“Se tivermos um acordo de paz, podemos ver o dólar voltar ao patamar de R$ 4,80. A perspectiva de regularização dos fluxos globais de petróleo traz alívio no risco de inflação que estava assustando muito os mercados”, afirma Galhardo, ressaltando que a moeda brasileira tende a se manter atraente com a perspectiva de manutenção de juros elevados nos próximos meses, dada a postura cautelosa do Banco Central na redução da taxa Selic.

Referência do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY operou em leve alta à tarde, na casa dos 99,100 pontos, após máxima aos 99,515 pontos pela manhã.

O euro segue na berlinda diante de sinais de perda de força da atividade na região, que é mais exposta ao choque dos preços de energia.

As taxas dos Treasuries de 10 e 30 anos apresentaram leve queda, ao passo que o retorno do papel de 2 anos subiu.

Investidores ainda digerem o tom mais duro da ata do Federal Reserve, divulgada na quinta-feira, e aguardam na sexta-feira a posse de Kevin Warsh na presidência do Fed.

As apostas em alta de juros pelo BC americano neste ano voltaram ao radar nos últimos dias.

Em relatório, o BTG Pactual ressalta que o real ainda se mantém como principal destaque positivo entre moedas emergentes em 2026, apesar de ter perdido parte do fôlego recentemente.

O banco ressalta que a moeda brasileira se mostra mais sensível que seus pares ao vai-e-vem do sentimento global de risco.

“O ponto-chave de atenção é que, com ganhos anuais ainda significativos, choques negativos tendem a desencadear uma realização de lucros mais rápida do que em moedas que ficaram para trás”, afirma o BTG.

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