Ação da Petrobras cai abaixo de R$ 5 pela 1ª vez desde julho 2003
Às 15h30, os papéis preferenciais da estatal estavam cotadas a R$ 4,96, uma queda de 4,06%
Economia|Do R7, com Reuters

As ações preferenciais da Petrobras eram negociadas abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (18) pela primeira vez desde julho de 2003, com queda de mais de 4% na esteira do declínio do petróleo e preocupações com o nível de dívida e o andamento do plano de desinvestimentos da companhia.
Após atingir o recorde, os papéis da petroleira reduziram as perdas e, às 15h30, as ações preferenciais da estatal estavam cotadas a R$ 4,96.
Na mínima até esse horário, o papel chegou a ser negociado a R$ 4,93. A ação ordinária da petroleira recuava 3,58%, a R$ 6,47, tocando mínimas desde agosto de 2003. O Ibovespa cedia quase 1%.
No ano, ambas as ações da Petrobras acumulam queda ao redor de 25%.
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No exterior, os preços do petróleo renovaram mínimas desde 2003, com o mercado preparando-se para receber exportações adicionais do Irã depois que as sanções internacionais ao País foram retiradas no fim de semana.
No que diz respeito à companhia, uma das principais preocupações de investidores é a eventual necessidade de ajuda do Tesouro Nacional ou nova capitalização via emissões de ações, dado o elevado nível de endividamento da petroleira e dificuldades para implementar seu plano de desinvestimentos. Na última sexta-feira, executivos da estatal afirmaram que uma ajuda do governo não está no radar e que seria a última opção.
A equipe de analistas do UBS destacou em relatório na semana passada que o plano de desinvestimento ainda pode ajudar a criar valor para a companhia, mas ponderou que os desafios crescem e que eles ainda vêm riscos elevados de uma oferta de ações, "embora provavelmente não este ano".















