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Acionistas da Petrobras aprovam balanço de 2014 da estatal

No ano passado, a petroleira registrou um prejuízo de R$ 21,6 bilhões

Economia|Do R7

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O balanço de 2014 contabilizou perdas de R$ 6,2 bi por corrupção
O balanço de 2014 contabilizou perdas de R$ 6,2 bi por corrupção

Acionistas da Petrobras aprovaram nesta segunda-feira (25), em AGE (Assembleia Geral Extraordinária), as demonstrações contábeis da companhia de 2014, publicadas em abril, disse o representante de um acionista minoritário.

O balanço foi aprovado com mais de 70% dos votos a favor e com cerca de 7% contra. Os cerca de 20% restantes foram de abstenções, disse Silvio Sinedino, representante do acionista minoritário Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras).


"Não tinha como [o balanço] não ser aprovado", disse Sinedino, que já integrou o Conselho de Administração da companhia por dois mandatos, ressaltando que a União é a acionista majoritária.

A aprovação acontece apesar de questionamentos feitos por acionistas preferencialistas, que não concordaram com a decisão da Petrobras de não pagar dividendos.


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O questionamento chegou a ser levantado durante a assembleia, mas foi derrubado por parecer da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que disse não ter encontrado ilegalidade na proposta da Petrobras, disse Sinedino.


A Petrobras teve um prejuízo de R$ 21,6 bilhões no ano passado, após contabilizar perdas de R$ 6,2 bilhões por corrupção e reduzir em mais de R$ 44 bilhões o valor de seus ativos, de acordo com seu balanço auditado.

Após o prejuízo histórico, nos três primeiros meses do ano, a estatal registrou lucro de R$ 5,3 bilhões, de acordo com o balanço divulgado pela estatal no último dia 15. Apesar de positivo, o resultado foi 1% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.


De acordo com a companhia, os ganhos menores do que o do primeiro trimestre de 2014 são reflexos do aumento das despesas financeiras da empresa e da desvalorização do real em relação ao dólar.

Na semana passada, no entanto, surgiu a notícia de que a Petrobras pode ser obrigada a republicar o balanço do primeiro trimestre de 2015, se ficar comprovado que a companhia lançou no resultado valores de operações que aconteceram depois de março.

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