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Acordo comercial EUA-China está à vista após progresso em conversas de alto nível

Economia|Do R7

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Por Makini Brice e Andrea Shalal

NOVA DÉLI (Reuters) - As negociações comerciais entre Estados Unidos e China estão progredindo bem, e os EUA pretendem assinar um acordo inicial neste mês, disseram as principais autoridades do governo Trump nesta sexta-feira, oferecendo garantias aos mercados globais após quase 16 meses de disputa tarifária entre as duas maiores economias do mundo.

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Agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que os dois lados chegaram a "um consenso sobre princípios" durante uma séria e construtiva conversa por telefone nesta sexta-feira entre seus principais negociadores comerciais.

Os negociadores norte-americanos e chineses fizeram "enormes progressos" para finalizar um acordo da "fase um", embora o acerto ainda não estivesse 100% completo, disse o assessor econômico da Casa Branca Larry Kudlow a repórteres nesta sexta-feira.

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O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, fizeram progressos em uma variedade de questões durante telefonema com o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, e estavam trabalhando para resolver questões pendentes, informou o Escritório do Representante de Comércio dos EUA em comunicado.

A nota informou que essas autoridades continuarão liderando as conversas.

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Em entrevistas separadas, Kudlow e o secretário de Comércio, Wilbur Ross, utilizaram nesta sexta-feira termos otimistas sobre os movimentos para uma conclusão do acordo.

"Estou bastante otimista", disse Kudlow à Fox Business Network, conforme as negociações comerciais estavam em andamento.

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"O acordo não está concluído, mas fizemos um enorme progresso. Estamos além de onde estávamos na primavera passada, então vou jogar do lado otimista", disse ele posteriormente a repórteres.

Autoridades dos EUA disseram que os dois lados estavam perto de um acordo em maio, mas as negociações fracassaram quando a China recuou nos compromissos de mudar sua legislação para resolver as principais queixas dos EUA sobre roubo de propriedade intelectual, transferências forçadas de tecnologia e outras práticas.

Por enquanto, Kudlow disse que as tarifas planejadas dos EUA para laptops, brinquedos e outros produtos fabricados na China --que entrarão em vigor em 15 de dezembro-- permanecerão à mesa. E afirmou que a decisão sobre se iriam adiante seria tomada pelo presidente Donald Trump.

Washington ainda esperava assinar o acordo este mês, disse Kudlow, apesar de o Chile ter desistido de sediar a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, onde se esperava que Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, assinassem os termos.

"Estamos procurando um local", disse ele. "Gostaríamos que o momento fosse parecido, mas tudo será determinado."

(Reportagem de Makini Brice, Andrea Shalal, Susan Heavey, Doina Chiacu, Lisa Lambert e Tim Ahmann em Washington, com reportagem adicional de Stephanie Nebehay em Genebra)

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