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Acordo da Petrobras nos EUA ficou melhor que o esperado, dizem analistas

Economia|Do R7

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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O acordo anunciado pela Petrobras para encerrar a ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos foi melhor do que o esperado para a empresa, disseram analistas nesta quarta-feira.

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Ainda pendente da aprovação da Justiça norte-americana, o acordo prevê o pagamento de 2,95 bilhões de dólares para o encerramento da chamada "Class Action", mas analistas estimavam a possibilidade de a empresa ter que pagar de 5 bilhões a 10 bilhões de dólares em um possível acordo.

A ação coletiva foi movida por investidores que buscavam recuperar alegadas perdas com ações da empresa após o escândalo bilionário de corrupção que envolveu contratos da estatal com empresas de engenharia, além de políticos de diversos partidos.

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"A expectativa do mercado era de uma variação muito ampla, mas que tinha números tão grandes como 5-10 bilhões de dólares. Essa sempre foi uma estimativa muito difícil de ser construída e uma fonte de incerteza. Então a solução parece boa", disse nota do BTG Pactual a clientes, após a publicação do acordo.

Além disso, analistas destacaram que a eliminação das incertezas a partir do acordo é positiva para a empresa.

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A corretora Coinvalores afirmou a clientes que, se o acordo for aprovado pela Justiça, eliminará o risco de o processo ir a julgamento, no qual a penalidade poderia ser mais agressiva.

A agência de classificação de risco Moody's afirmou que a posição de liquidez da Petrobras é adequada e o pagamento do valor acordado da ação coletiva não é uma preocupação relevante.

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"Em 2018, a empresa deve gerar cerca de 30 bilhões de dólares em caixa operacional e as despesas de capital devem ser de cerca de 15 bilhões de dólares, disse a Moody's, em uma nota por e-mail.

A Moody's ressaltou também que o risco de refinanciamento da Petrobras é mais baixo desde há alguns anos, após esforços bem-sucedidos da empresa e com a recuperação do acesso ao mercado de capitais desde maio de 2016.

Por outro lado, a Petrobras explicou que o valor acordado impactará o resultado do quarto trimestre de 2017.

Uma fonte com conhecimento da situação disse à Reuters que o impacto reduz as chances de um esperado lucro anual em 2017. Dessa forma, a empresa que não registra lucro no resultado do ano desde 2013 ficaria mais um período sem pagar dividendos.

A possibilidade de mais um ano sem pagamento de dividendos também já está no radar dos analistas de mercado.

"É importante ressaltar que a liquidação de 2,95 bilhões de dólares será reconhecida nos resultados do quatro trimestre de 2017, afetando possíveis pagamentos de dividendos", afirmaram os analistas do Banco J.P. Morgan Rodolfo Angele e Felipe Dos Santos, em relatório a clientes.

Às 13:27, a ação preferencial da empresa operava praticamente estável, enquanto a ordinária subia 0,80 por cento.

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(Por Marta Nogueira, com reportagem adicional de Flávia Bohone)

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