Acordo Mercosul-UE ‘mostra um espírito de cooperação’, diz economista
Acordo foi aprovado nesta terça (17) após o governo garantir salvaguardas para alguns setores
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O Congresso promulgou, nesta terça-feira (17), o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. A parceria prevê a redução de tarifas de importação e exportação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos.
A promulgação foi considerada a última etapa para o acordo da entrada em vigor no Brasil. No entanto, a medida só foi aprovada após o governo garantir salvaguardas ao agronegócio e à indústria para evitar possíveis prejuízos futuros.

“O Mercosul fez bem em aceitar, justamente pelo momento em que nós estamos num comércio internacional completamente desorganizado, principalmente por Donald Trump, mas que mostra um espírito de cooperação que envolve cifras gigantescas, astronômicas, e isso à margem da maior economia do mundo”, avalia o economista Ricardo Buso.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (18), ele pontua que, mesmo com a aprovação pelos países do Mercosul, ainda há a questão da judicialização do acordo por parte de alguns dos países europeus, o que pode atrasar o processo.
No entanto, Buso lista como um ponto positivo a declaração da presidente do bloco, Ursula von der Leyen, em colocar o acordo em prática em maio, mesmo em caráter provisório.
Com o agro brasileiro sendo o grande beneficiário e a indústria nacional também encontrando uma concorrência melhor, o economista ressalta que alguns outros setores, como o de lácteos, devem sofrer algum tipo de desvantagem em um primeiro momento.
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Porém, é ressaltado que todas essas preocupações e pontos negativos e positivos podem passar por alterações, uma vez que há um período de adaptação até o pleno funcionamento.
“Mas aí tem um longo período de mudanças gradativas, acho que 12 anos para a União Europeia abrir a mão das taxas brasileiras e 15 anos para o Mercosul, então só a questão regular ainda demanda uma grande adaptação. E ainda nós temos uma judicialização no meio do caminho”, finaliza.
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