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Aeronautas e aeroviários rejeitam nova proposta de reajuste salarial de aéreas

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - As companhias aéreas fizeram proposta de reajuste de 11 por cento nos salários de aeroviários e aeronautas, abandonando proposta anterior de reajuste zero para as categorias, que aprovaram mais cedo neste mês "estado de greve". A proposta, contudo, foi rejeitada em assembleias por prever parcelamento do reajuste.

Em reunião na sexta-feira no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, as empresas aéreas apresentaram a proposta de 11 por cento de reajuste, valor arredondado do INPC da data-base das categorias, 1º de dezembro, que fechou em 10,97 por cento, segundo comunicado da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac/CUT).

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Porém, o reajuste seria parcelado por faixas salariais. Salários até 1.500 reais, por exemplo, teriam 5,5 por cento de reajuste em fevereiro e 5,5 por cento em junho. Salários de 1.500 a 10 mil reais teriam 2 por cento de reajuste em fevereiro, 3 por cento em junho e 6 por cento em novembro.

Os aeronautas e aeroviários em campanha salarial, representados pela Fentac/CUT, reprovaram a proposta em assembleias na sexta-feira. "As categorias concordam com os 11 por cento nos salários e nos demais itens econômicos, mas desde que seja retroativo à data-base, 1º de dezembro".

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Nova negociação entre a Fentac, sindicatos filiados e o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, que representa as companhias TAM, Gol, Avianca e Azul, ocorre na quarta-feira.

A convocação de assembleias para a próxima sexta-feira também foi aprovada por pilotos, comissários e os aeroviários de Guarulhos, Porto Alegre, Recife, Campinas e nas bases do Sindicato Nacional dos Aeroviários. Segundo comunicado da Fentac, as assembleias "poderão aprovar uma paralisação nacional nos aeroportos".

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Estão em campanha na base da Fentac 70 mil trabalhadores na aviação civil regular.

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(Por Priscila Jordão)

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