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Alta de 2,6% na indústria de SP quase recupera perda acumulada, diz IBGE

Economia|Do R7

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A alta de 2,6% na indústria paulista em agosto ante julho quase eliminou a perda de 2,9% acumulada nos três meses anteriores de recuos consecutivos, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São Paulo deu a maior contribuição positiva para a alta de 0,8% na média global da indústria brasileira em agosto ante julho. A produção paulista foi impulsionada pelo bom desempenho do segmento alimentício, especialmente pela maior fabricação de açúcar, apontou Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.

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"Está chegando no pico da safra de cana-de-açúcar", disse Almeida. "(A alta de 2,6% na indústria em agosto) É a taxa mais intensa para São Paulo desde junho de 2018, quando cresceu 15,0%, lembrando que foi mês de recuperação pós-greve de caminhoneiros", completou.

Com o resultado, a indústria paulista operava em agosto 19,6% abaixo do pico de produção alcançado em março de 2011. Em julho, essa distância do ápice de produção era maior, de 22,4%.

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A segunda maior contribuição para o total a indústria em agosto ante julho foi do Pará, com avanço de 6,8% na produção, puxado pela retomada do setor extrativo após a tragédia do rompimento da barragem da Vale na região de Brumadinho, em Minas Gerais.

Em quatro meses de avanços (de maio a agosto), a produção industrial no Pará acumulou uma alta de 83,2%. De fevereiro a abril, a indústria local tinha recuado 40,2%, sob os efeitos decorrentes da tragédia e de paralisações devido ao excesso de chuvas na região no mês de abril.

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"Outras plantas produtivas (extrativas) que existem em Minas Gerais, Pará e Espírito Santo, devido a questões de segurança, foram paralisadas (em consequência do rompimento de Brumadinho) até a normalização de medidas de segurança", explicou Almeida.

Passado o período de retração na produção, a indústria do Pará já está 9,6% acima do patamar de janeiro, período anterior à tragédia de Brumadinho.

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"A indústria (paraense) já recuperou aquele patamar de perda. O patamar que ela tem agora em agosto é bem superior ao patamar que tinha em janeiro", confirmou André Macedo, gerente na Coordenação de Indústria do IBGE.

Na comparação de agosto de 2019 com agosto de 2018, a indústria do Pará cresceu 12,8%, enquanto São Paulo avançou 0,7%.

O parque industrial paulista registrou crescimento em sete das 18 atividades pesquisadas. O destaque mais uma vez foi a produção de alimentos - principalmente açúcar e sucos concentrados de laranja -, seguido por derivados de petróleo e máquinas e equipamentos. Por outro lado, a menor fabricação de veículos diminuiu a média local.

"A taxa (negativa) de veículos automotores joga no sentido contrário", apontou André Macedo. "Embora melhore em relação ao mês anterior - em julho você tem um número bem mais reduzido de atividades em crescimento, apenas três -, claro que é um sinal positivo, é indústria de transformação. Mas sempre com aquela ressalva de que é um crescimento que está muito concentrado", ponderou Macedo.

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