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Alta da cesta: veja os 18 produtos que mais pesaram no bolso dos brasileiros em março

Levantamento de associação de supermercados mostra que preços dos 35 itens de maior consumo no país aumentaram 2,20% no mês

Economia|Jéssica Eufrásio, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Preços dos 35 itens de consumo aumentaram 2,2% em março em comparação a fevereiro.
  • Preço médio da cesta elevou-se de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.
  • Nordeste teve a maior variação de preços, mas os produtos com menor custo médio no Brasil.
  • Alta foi influenciada por fatores como logística, clima e demanda externa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Resultado divulgado nesta quinta-feira representou elevação mensal mais intensa do primeiro trimestre Tânia Rêgo/Agência Brasil – Arquivo

Os preços dos 35 itens de largo consumo no país tiveram alta de 2,20% em março, na comparação com fevereiro, segundo o indicador Abrasmercado, acompanhado pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). O resultado, referente à variação do valor da cesta de produtos e divulgado nesta quinta-feira (23), representou a elevação mensal mais intensa do primeiro trimestre deste ano.

Com essa aceleração, o preço médio da cesta no Brasil passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês. Ainda segundo o levantamento, os dados tiveram impacto de fatores como logística, clima, câmbio e oferta ao longo das cadeias produtivas no primeiro trimestre.


Confira os itens que tiveram alta em março:

  • Tomate (20,31%)
  • Cebola (17,25%)
  • Feijão (15,40%)
  • Batata (12,17%)
  • Leite longa vida (11,74%)
  • Ovos (6,65%)
  • Carne bovina, corte do traseiro (3,01%)
  • Carne bovina, corte do dianteiro (1,12%)
  • Massa sêmola de espaguete (0,91%)
  • Detergente líquido para louças (0,90%)
  • Margarina cremosa (0,84%)
  • Desinfetante (0,74%)
  • Farinha de mandioca (0,69%)
  • Sabonete (0,43%)
  • Água sanitária (0,38%)
  • Xampu (0,34%)
  • Papel higiênico (0,30%)
  • Creme dental (0,13%)

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E os que registraram queda de preços no período:


  • Açúcar refinado (-2,98%)
  • Frango congelado (-1,33%)
  • Café torrado e moído (-1,28%)
  • Pernil (-0,85%)
  • Óleo de soja (-0,70%)
  • Arroz (-0,30%)
  • Sabão em pó (-0,29%)
  • Farinha de trigo (-0,24%)

No caso do feijão, a oferta mais restrita elevou a volatilidade do preço do alimento e, em relação à carne bovina, o viés de alta se manteve sustentado pela demanda externa, segundo a Abras. Já os preços dos ovos e do leite avançaram devido a fatores sazonais e à recomposição de preços.

Em janeiro e fevereiro, as variações foram de 0,47% e -0,16%, respectivamente. No entanto, indicadores do mercado agrícola sugeriram um cenário mais equilibrado no trimestre, que acumula 2,51% de alta.


Além disso, em março, na comparação com o mês anterior, o Nordeste registrou a maior variação de preços da cesta entre as regiões brasileiras; mesmo assim, teve os 35 produtos com menor custo médio no país. Já a menor alta pareceu no Norte, apesar de o valor médio dos itens ser o mais caro no período.

Confira:

  • Nordeste: de R$ 720,53 para R$ 738,47 (2,49%)
  • Sudeste: de R$ 822,76 para R$ 840,86 (2,20%)
  • Sul: de R$ 871,83 para R$ 888,57 (1,92%)
  • Centro-Oeste: de R$ 753,20 para R$ 766,96 (1,83%)
  • Norte: de R$ 875,01 para R$ 890,93 (1,82%)
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