EUA tem mais a perder com tarifas do que o Brasil, afirma economista
Governo Trump prorrogou emergência nacional que classifica políticas brasileiras como ameaça
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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É paradoxal, mas os Estados Unidos perdem mais do que o Brasil com o tarifaço, afirma o economista Ricardo Troster em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (29). Para ele, “as tarifas funcionariam se fossem permanentes”.
“Como todo mundo sabe, a maioria das empresas já sabe que, saindo o Trump, saem as tarifas. O que acontece? Ninguém vai investir nos Estados Unidos agora sabendo que as tarifas vão cair daqui pra frente.”
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Nesta terça-feira (28), o governo dos EUA anunciou a prorrogação da emergência nacional em relação ao Brasil por mais um ano. Em julho de 2025, o presidente Donald Trump assinou um decreto em que classificou as políticas e práticas do governo brasileiro como ameaça “incomum e extraordinária” à segurança, política externa e economia norte-americanas.
Apesar de o Brasil ser o segundo país mais afetado pelas taxas impostas por Trump, atrás apenas da China, Troster diz que os obstáculos em relação ao mercado norte-americano não estagnaram a economia brasileira.
“Agora a gente está começando a correr atrás de outras coisas: acordo comercial Mercosul-Japão, acordo comercial maior com a Índia, quer dizer, você está aos poucos procurando outras maneiras, outras formas de gerar receita. [...] Você vai perder um pouco, vai ter uma margem um pouco menor, mas não é um impacto tão grande assim”, pontua.
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