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Análise: ao impor taxas a aliados militares do Irã, Trump enfraquece o poder do dólar

Donald Trump declarou que irá taxar em 50% todos os países que oferecem armas ao Irã; economista analisa estratégia

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump anunciou uma taxação de 50% sobre países que fornecem armas ao Irã.
  • A estratégia visa transformar a tarifa em uma sanção geopolítica para enfraquecer aliados do Irã.
  • O economista Rodrigo Simões afirma que essa medida pode diminuir a confiança no dólar como moeda de reserva.
  • Trump busca aumentar a competitividade dos EUA nas exportações, mas a estratégia é considerada arriscada devido aos custos da guerra.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após um dos períodos mais tensos na história moderna, com uma série de ameaças militares trocadas entre Estados Unidos e Irã nesta terça-feira (7), um cessar-fogo de última hora foi firmado pelas duas nações e o estreito de Ormuz foi temporariamente reaberto. A tranquilidade durou pouco.

Menos de 24 horas depois, nesta quarta-feira (8), o canal voltou a ser bloqueado e Donald Trump declarou que irá taxar em 50% todos os países que oferecem armas ao Irã. A estratégia do presidente, segundo o economista e professor da Faculdade do Comércio Rodrigo Simões é fazer da tarifa uma sanção geopolítica, que volta aliados do Irã contra o próprio.


Instabilidade na cotação do dólar está envolvida com decisões feitas por Trump ao longo da guerra Reprodução / Record News

“Quem produz ou fornece qualquer tipo de produtos para o Irã e, principalmente, armamentos que [...] vêm da Rússia ou até mesmo da Ásia”, menciona o especialista sobre os agentes que sofrem a sanção. Contudo, a estratégia possui um efeito adverso, pois, a cada movimento de taxação realizado por Trump, o dólar perde a potência como moeda de reserva de valor mundial.

“Hoje o dólar, após esse anúncio do Donald Trump, já estava cotado em R$ 5,10. Comparado ao que estava no início de 2025, já teve uma grande queda. E isso faz com que o dólar perca a força e os investidores percam também a confiança nos próprios EUA”, avaliou o economista no Conexão Record News desta quarta.


Simões afirmou que isso é proposital, pois o presidente visa tornar o país mais competitivo nas exportações; entretanto, os custos da guerra e a falta de industrialização fazem desta uma medida arriscada.

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