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Dólar fecha o dia cotado a R$ 4,95, menor valor em dois anos

Moeda americana sofreu desvalorização em todo o mundo nesta quinta-feira (30)

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O dólar fecha em queda no Brasil, cotado a R$ 4,95, o menor valor em dois anos.
  • A desvalorização da moeda americana ocorre globalmente, acompanhada por perdas no preço do petróleo.
  • A decisão do Banco Central de cortar a Selic pode influenciar novas expectativas sobre a taxa de juros.
  • Agentes financeiros ajustam suas projeções para a Selic, com aumento nas expectativas de inflação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Notas de real e dólar
Corte na taxa de juros ajudou a derrubar o valor da moeda americana Amanda Perobelli/Reuters - 18.12.2024

O dólar fechou a quinta-feira (30) em queda firme no Brasil, após uma sessão mais favorável ao risco no mercado externo, onde a divisa norte-americana e o petróleo registraram perdas expressivas, e com os agentes avaliando a decisão de juros do Banco Central, que na véspera promoveu o segundo corte consecutivo de 0,25 ponto da Selic, a 14,50% ao ano, mas tendo a possibilidade de ajustar o ritmo e a extensão da flexibilização.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,00%, a R$ 4,95, menor valor desde o dia 7 de março de 2024. Na semana, acumulou queda de 0,94%. No mês de abril, a queda foi de 4,38%.


Às 17h30, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,73% na B3, a R$ 4,9935.

“Hoje tivemos o dólar perdendo no mundo e a bolsa aqui subindo, trazendo fluxo de capital para cá”, destacou Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.


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A moeda norte-americana teve perdas significativas no exterior, com o índice do dólar -- que mediu o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caindo 0,79%, para 98,078. Além da moeda, o petróleo também caiu, com os futuros do Brent chegando a subir até US$ 126,41 o barril mais cedo, mas não sustentando os ganhos e fechando em queda de US$ 4,02, ou 3,4%, a US$ 114,01. Já o petróleo dos EUA caiu US$1,81, encerrando o dia a US$ 105,07.

Localmente, os agentes avaliaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC que, em seu comunicado, argumentou que será necessário incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando a possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.


O anúncio fez os bancos reavaliarem suas projeções para a Selic, evitando menos cortes na taxa, o que tende a favorecer o real. Economistas do Itaú Unibanco revisaram sua previsão para a taxa Selic em 2026 para 13,25%, de 13%, além de aumentarem suas expectativas para a inflação. O Goldman Sachs também passou a ver um risco de alta para sua previsão de Selic em 13,25% até o final de 2026, esperando que o Copom reduza a taxa em 0,25 ponto percentual na próxima reunião. Já a SulAmérica Investimentos foi além, revisando a Selic de 13% para 14% no fim do ano.

No mercado local de câmbio, a sessão também foi marcada pela formação da Ptax do fim de abril. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.


No fim de cada mês, os agentes financeiros tentam direcionar os níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). No início da tarde, a Ptax fechou em R$ 4,9886 na venda.

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