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Redução na Selic ‘não surpreende o mercado porque o cenário mudou radicalmente’, diz economista

Queda de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada nesta quarta (29), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Câmara dos Deputados anunciou uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, considerada insuficiente por entidades do setor produtivo.
  • O economista Ricardo Buso destacou que a mudança no cenário econômico causou a expectativa de inflação acima da meta de 4,5%.
  • Entidades e empresas expressaram preocupações sobre os impactos negativos na capacidade de investimento e no consumo.
  • O Banco Central mantém a taxa de juros elevada, mesmo com um mercado de trabalho resiliente, visando cumprir suas metas econômicas.

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A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada nesta quarta-feira (29), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

“Apesar da queda, esse 0,25 ponto não surpreende o mercado porque o cenário mudou radicalmente. Até o início do ano, a previsão que tínhamos era de uma inflação que buscasse o centro da meta, que é de 3%. E agora tudo está indicando que nós vamos extrapolar até a margem de tolerância, que chega a 4,5%. Então é uma mudança muito ruim”, aponta o economista Ricardo Buso em entrevista ao Conexão Record News.


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Segundo ele, as entidades representativas reclamam com razão, porque isso afeta a capacidade de investimento das empresas, que mexe com a inflação, além de um ciclo muito grande que passa até pelo endividamento das famílias.

Buso explica que, apesar de ser ruim manter uma taxa de juros em nível tão elevado, o Banco Central tem metas a cumprir e, sem a ajuda dos dados, o desafio fica maior. “O Banco Central tem reiterado que, apesar da taxa de 15% ao ano, o mercado de trabalho ainda vem surpreendendo, está muito resiliente e isso gera pressão nos salários. E, por essas questões principais, o Banco Central é mais resistente, é mais cauteloso com a queda”, diz.

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