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Análise: apesar de superávit, governo ainda precisa cortar gastos para quitar dívida pública

Ricardo Buso aponta que despesas e economia tendem a crescer em paralelo, e defende nova dinâmica para o arcabouço fiscal

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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Ainda que positivo, o supéravit do governo, divulgado nessa quarta-feira (25) pela Secretaria do Tesouro Nacional, não é suficiente para quitar a dívida pública, pondera o economista Ricardo Buso. Em entrevista ao Conexão Record News, ele explica que os números não se sustentam contra indicadores mais pesados, como a dívida bruta em relação ao PIB.

As contas do governo federal registraram um superávit primário de quase R$ 87 bilhões em janeiro. Segundo o especialista, isso significa que se arrecadou mais do que se gastou em despesas corriqueiras. Mas o balanço não inclui gastos importantes com a dívida pública.


Prédios em Brasília
Economista defende dinâmica diferente de corte de gastos Reprodução/Record News

“Embora o número seja bom, o que ele está dizendo? Que nós continuamos com a leitura de que o governo deve cumprir o arcabouço fiscal, só que esse arcabouço não é suficiente para maiores problemas.”

O atual cenário foi favorecido pelo crescimento da economia e pelo comportamento da arrecadação federal, a maior registrada em todos os meses do ano desde o início da série histórica — há 32 anos. Mas Buso afirma que a despesa também tende a crescer, e defende uma dinâmica diferente de corte de gastos para manter bons resultados.

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