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Decisões sobre a vida financeira não podem ser impulsivas, afirma economista

Promessas de redução de dívidas têm ganhado força nas redes sociais e preocupam especialistas

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Promessas de redução de dívidas vêm ganhando destaque nas redes sociais.
  • Especialistas alertam sobre armadilhas e riscos de decisões financeiras impulsivas.
  • Economista Ricardo Buso destaca a importância de justificativas sólidas para renegociar dívidas.
  • Educação financeira contínua é apontada como uma solução viável para lidar com dívidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Promessas de redução de dívidas, principalmente bancárias, têm ganhado força nas redes sociais. As postagens virais orientam os consumidores a contestar as cobranças e recorrer à lei do superendividamento, mas especialistas alertam para algumas armadilhas. O mecanismo tem regras rígidas e as soluções simplificadas podem gerar consequências financeiras.

O economista Ricardo Buso afirma que o que diz respeito à vida financeira não pode passar por decisões impulsivas, seja por conselho de terceiros, grupos de mensagens ou redes sociais.


Mãos segurando notas de reais, incluindo cédulas de 50 e 100 reais
Especialistas alertam para armadilhas sobre postagens virais que orientam consumidores a contestar cobranças Reprodução/Record News

“Se você tem uma dívida, alguém está deixando de receber e tem que ter um motivo muito sério, muito justo para quem tem direito a esse crédito abrir mão dele”, diz em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (22). Ele ressalta que é necessário ter justificativas sólidas para renegociar ou anular dívidas pendentes.

Segundo Buso, o credor pode estar disposto a negociar uma cobrança de juros excessivos e, nesse caso, a discussão seria válida. Por fim, o economista aponta a educação financeira contínua como possível solução para a situação.


“Com taxa de juro básica altíssima, 15%, que já é de se reclamar, esses empréstimos pessoais chegam facilmente a 100% ao ano. E, nesse nível, a gente já considera impagável, não tem como pagar. Então, por isso que a inadimplência atinge níveis recordes há um bom tempo”, completa.

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