Análise: É difícil evitar que o preço do petróleo contamine a economia do Brasil
Valor do barril dispara e se aproxima de US$ 120, enquanto bolsas de valores desabaram nesta segunda-feira (9)
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O preço do petróleo disparou ainda mais e já ultrapassou os US$ 100 (U$ 524,60, na cotação atual) o barril. O WTI, que é referência nos Estados Unidos, e o Brent, referência global, quase bateram os US$ 120 (R$ 629,52, na cotação atual) em meio à guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem qualquer sinal de trégua.
Já as bolsas de valores desabaram nesta segunda-feira (9). Os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada. Mesmo cenário para o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, que começou o dia em queda.

Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Miguel Daoud diz que “o mercado precificava que isso pudesse acontecer, mas não na velocidade que aconteceu”.
Segundo Daoud, a dificuldade de acesso ao Estreito de Ormuz pelos países da região e uma menor produção de petróleo contribuíram para o aumento do preço. O economista explica que esse valor mais alto pode ser refletido na economia do Brasil.
“Quando nós nos deparamos com essa alta do preço do petróleo, não adianta nós afirmarmos que nós somos um grande produtor de petróleo. Somos, mas não refinamos o petróleo. Então, nós temos que importar 30% do diesel que nós consumimos e mais a gasolina. E parte dela a gente também não consegue produzir aqui. [...] É muito difícil evitar que o preço do petróleo contamine a nossa economia”, afirma.
Daoud opina que a situação entre Irã, Estados Unidos e Israel deve se reverter, porque ela é “insustentável”. Para ele, o mundo vai se acomodar e entender que este não é o caminho. “Então, já vai começar agora, porque o Irã, evidentemente, não vai ceder, Estados Unidos principalmente, Israel não estaria muito preocupado com isso, ele vai ter que ceder, porque o americano já está pagando muito pela gasolina”.
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